ENTRETENIMENTO

Prefeitura de Salvador oferece tratamento gratuito para quem quer parar de fumar – Prefeitura Municipal de Salvador

Texto: Priscila Machado / Secom PMS
Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Para a maioria dos fumantes, deixar o cigarro é um grande desafio. Isso porque a ausência de nicotina no organismo provoca mudanças físicas e mentais desagradáveis. No entanto, quem sofre com o tabagismo e, consequentemente, com a dependência da nicotina, pode contar com acompanhamento gratuito oferecido pela Prefeitura de Salvador, por meio do Programa Municipal de Controle do Tabagismo.

Ao todo, 88 unidades de saúde do município participam do programa, que existe há 20 anos e oferece acompanhamento clínico e terapêutico para o controle do tabagismo em Salvador. Somente no ano passado, 1.086 pessoas foram acompanhadas.

“Estudos indicam que as terapias em grupo são mais eficazes para parar de fumar do que as tentativas individuais. O grupo se caracteriza como um espaço de cuidado, troca de experiências e fortalecimento. Os participantes enfrentam esse processo com apoio e não se sentem sozinhos”, afirma a subcoordenadora da Estratégia de Saúde da Família e Ações Estratégicas na Atenção Primária à Saúde, Mônica Campos.

“É um programa muito importante para a prevenção de doenças, a exemplo do câncer. O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência da nicotina. Além do câncer, a exposição ao tabaco pode causar infarto, AVC, hipertensão, doenças pulmonares e o agravamento de doenças crônicas. O Programa Municipal fortalece a estratégia do município de ajudar as pessoas a parar de fumar, mostrando que isso é possível. Trata-se de um tratamento e acompanhamento 100% gratuitos pelo SUS”, complementa Mônica, lembrando que este domingo (31) marca a celebração do Dia Mundial Sem Tabaco.

Balbino José Ferreira, de 69 anos, conheceu o projeto durante uma consulta na Unidade de Saúde da Família (USF) Pituaçu. Desde que ingressou no programa, está há um mês e 27 dias sem fumar. “Eu já tinha interesse em parar de fumar, e esse convite foi a oportunidade que faltava. Vim, fiz minha inscrição, participei e continuo participando até hoje. É um programa muito bom. Minha vida mudou, inclusive em relação ao paladar. Mudei minha alimentação e alguns hábitos que eu tinha quando era viciado em cigarro”, relata.

Balbino fuma desde os 18 anos e já tentou abandonar o cigarro anteriormente. Agora, no entanto, afirma estar determinado. “Vejo que já está na hora de parar de fumar, por causa da idade e de muitos outros motivos. Se eu não parasse, provavelmente enfrentaria problemas de saúde. Decidi que este é o momento, e o programa foi um incentivo a mais para conseguir parar”, afirma.

A gerente da USF Pituaçu, Marlene dos Santos, destaca a importância do grupo para a comunidade. “É um espaço de troca de experiências e acolhimento, que proporciona melhor qualidade de vida para esses pacientes. Geralmente, são pessoas que fumavam há muitos anos e que, muitas vezes, tinham vontade de parar, mas enfrentariam mais dificuldades sem esse apoio. Para a unidade, é muito gratificante participar e oferecer esse serviço à população. Nas reuniões seguintes, vemos a alegria deles. Recebemos diversos relatos de pessoas que fumaram durante muitos anos, mas que, a partir do grupo, conseguiram parar e não sentem mais vontade. Isso é muito gratificante”, ressalta.

Programa – Cada grupo reúne, em média, 20 participantes e conta com um número de sessões definido de acordo com o perfil dos integrantes e as demandas apresentadas. Antes de iniciar as atividades, o paciente passa por uma entrevista baseada no questionário do Instituto Nacional de Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde, além de uma avaliação clínica.

Durante a entrevista, é realizado o teste de Fagerström, utilizado para medir o nível de dependência da nicotina e definir o adesivo mais adequado para cada paciente. Há adesivos de 7 mg, 14 mg e 21 mg. Quando necessário, também é prescrita medicação oral. Apesar dos avanços registrados nos últimos anos em relação à redução do número de fumantes, Mônica Campos alerta para o crescimento do uso dos cigarros eletrônicos.

“O vício mudou; o perigo agora é o vape. Ao atrair os jovens com sabores e aromas, o cigarro eletrônico esconde um grande risco: o que parece ser apenas vapor é uma mistura de nicotina concentrada e metais tóxicos. Essa combinação provoca uma inflamação agressiva nos pulmões, aumenta o risco de infartos e pode causar lesões respiratórias graves”, afirma.

No Brasil, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 477 pessoas morrem diariamente em decorrência do tabagismo. Os custos dos danos provocados pelo cigarro para o sistema de saúde e a economia chegam a R$ 153,5 bilhões. Além disso, 145.077 mortes anuais poderiam ser evitadas.

Para participar do Programa Municipal de Controle do Tabagismo, basta procurar uma das unidades integrantes do programa. A lista completa está disponível no link: https://shre.ink/3RJF.