Apesar de empate, Roger vê lado positivo: ‘Retorno da boa atuação’

Bahia voltou a pontuar após três derrotas seguidas no 1x1 com o Cruzeiro

Por Giuliana Mancini

O Bahia esteve perto de voltar a vencer no Brasileirão. Fernandão marcou de pênalti e abriu o placar para o tricolor no duelo contra o Cruzeiro, no Mineirão, na noite deste domingo (3). Mas o Esquadrão acabou vendo o time mineiro empatar pouco depois com Sassá e ficou no 1×1. Apesar do resultado ter sido considerado um vacilo pela torcida, para Roger Machado, há um lado positivo.

“Comemorar pelo retorno da boa atuação. Saímos na frente, com uma jogada individual o Cruzeiro conseguiu o empate. Não considero como dois pontos perdidos, muito embora a gente pudesse ter conquistado os três pontos. Valeu pelo retorno da confiança. Os maus resultados foram com atuações baixas. Hoje voltamos ao nível que estamos mais habituados a fazer, um ponto importante. Podemos comemorar ter voltado ao campeonato novamente, poder ter passado por essa tempestade”, afirmou o técnico.

O Bahia passou metade do segundo tempo com um homem a mais. No lance do pênalti convertido por Fernandão, Orejuela tomou o segundo amarelo por mão na bola e foi expulso. Na análise de Roger, o gol de empate da Raposa mesmo com 10 jogadores foi mérito de Sassá.

“O Cruzeiro viria para frente mesmo com um jogador a menos. Por vezes, a inferioridade no placar é diminuída pela capacidade de retenção. Mas foi um gol de virtude pessoal. O Cruzeiro não nos oportunizou muitos riscos. As mudanças que fizemos foi buscando a velocidade, sabemos que teríamos campo. Rogério teve um belo lance. É um ponto a comemorar. Os dois pontos escaparam, mas esse campeonato é muito duro. O que comemoramos é o retorno da confiança e do bom jogo”.

Gilberto x Fernandão
Fernandão, aliás, foi surpresa da escalação. O atacante foi titular no lugar de Gilberto, artilheiro do time na temporada mas que não marcava há oito partidas. Segundo o treinador, a mudança veio pela própria fase ruim do camisa 9.

“Gilberto vinha instável, nos ajudou muito, ídolo do clube, mas acho que era justo que oferecesse uma oportunidade para o Fernando de iniciar o jogo. Ficou em campo 60 minutos, 70 minutos. Conseguiu fazer seu gol. Quando cansou, saiu. Justo que dê uma sequência, e o Gilberto passe a entrar a partir do banco. Quando cheguei, fiz um revezamento. Agora é tentar pegar o melhor momento. Motivação do atleta que teve menos oportunidade de ser titular, entrar e nos ajudar nessa reta final”.

Com o resultado, o Bahia caiu para a 10ª posição, com 42 pontos. O próximo compromisso é na quarta-feira (6), às 21h30, na Fonte Nova, contra a Chapecoense. Para Roger, o calendário, com partidas tão próximas umas das outras, é um dos motivos da queda de rendimento do tricolor no segundo turno do Brasileirão.

“Se pegar esse recorte que os times estão oscilando, coincide com esse calendário apertado. É tão visível que não sei como não se organiza um campeonato melhor. Esse campeonato não é bom, precisa mexer. Só que não parte dos profissionais do campo, dos clubes, parte de quem organiza. Se organizar, em dez anos o Brasileiro é uma das maiores ligas do mundo. Porém se faz esse arremedo de campeonato onde se disputa dez jogos em um mês. Era esperada [a queda de rendimento]. Não temos um grupo com tantos jogadores à disposição. Tem lesão, tem suspensão. A gente sabia que poderia acontecer. As equipes que estão lá na frente, com elencos maiores, que podem rodar um pouco mais, acabam sentindo menos”, afirmou.

A Libertadores ainda é o plano do Bahia, mas a ideia da equipe é focar sempre na próxima missão. “Estamos fazendo jogo a jogo, sem criar expectativa. Foram cinco, seis rodadas que poderíamos ter entrado no G-6. Isso frustra o torcedor, frustra o atleta. Vamos apostar em fazer jogo a jogo e no final ver o que podemos conquistar. Projetar que deseja algo maior. Sul-Americana foi ano passado. Libertadores pode virar G-8. Ainda tem muita água para passar”.

Fonte: Correio da Bahia
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