Tartaruga é encontrada morta em praia de Ondina

Animal não apresenta sinais visíveis de óleo no corpo, porém caso pode ter relação com as manchas que atingem o litoral. Outras 11 tartarugas foram achadas mortas no estado nos últimos dias.

Uma tartaruga foi encontrada morta na areia da praia de Ondina, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (18). Segundo testemunhas, o animal não apresenta sinais visíveis de manchas de óleo no corpo, porém a praia foi contaminada na quinta (17) e o caso pode ter relação com o problema. A situação será apurada.

Com esse caso, sobe para 11 o número de tartarugas encontradas mortas só neste mês, no litoral da Bahia. Os 10 animais achados antes desse tiveram a contaminação com o óleo confirmada como causa da morte. Além disso, uma outra tartaruga que entrou em contato com a substância no estado morreu em Sergipe.

Na quinta-feira, o óleo, que já atingia oito cidades baianas, chegou ao município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, atingindo à Baía de Todos-os-Santos. Mais de 150 toneladas de resíduos foram recolhidas das praias de todo o estado. Somente em praias da capital, foram recolhidas 47 toneladas de óleo nos dois últimos dias.

Nesta sexta, completam 15 dias desde a chegada do óleo na Bahia. Só na capital baiana, são onze praias contaminadas. Em todo o estado, há ao menos 41 pontos de contaminação. Por conta do problema, o Governo do Estado decretou emergência. O decreto irá liberar fundos para as cidades mais prejudicadas, que, até então, têm custeado a limpeza das praias.

Todo o litoral do estado segue sob monitoramento. Representantes de órgãos ambientais, prefeituras, estado e outras entidades, que formam o Comando Unificado do Incidente, têm se reunido diariamente para fazer balanços e pensar soluções para o problema.

Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF-BA) e o Ministério Público do estado (MP-BA) ingressaram com uma ação pública contra a União e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) por causa do óleo. Os órgãos disseram que veem “omissão” na demora em adotar medidas de proteção e que ingressaram com a ação “em decorrência das consequências e riscos ambientais provenientes do vazamento de óleo”.

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