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Mapeamento da Prefeitura registra 1,6 mil empresas e 115 mil postos de trabalho na economia criativa em Salvador – Prefeitura Municipal de Salvador

Fotos: Bruno Concha / Secom PMS
Reportagem: Camila Vieira e Eduardo Santos / Secom PMS

Salvador contabilizou 1.607 estabelecimentos ligados à economia criativa em 2023, o equivalente a cerca de 35% das empresas do segmento na Bahia. Os dados fazem parte do Mapeamento da Economia da Cultura e Indústrias Criativas de Salvador, apresentado nesta quarta-feira (23) pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em parceria com a Fundação Itaú, na sede da pasta, no Comércio.

O levantamento também aponta a geração de 115 mil postos de trabalho no setor, o que corresponde a 8% do total registrado no município no período analisado. Outro dado relevante é a participação de trabalhadores negros, que representam 75% dos profissionais envolvidos. O percentual é superior à média nacional observada, de 44%.

O estudo reúne indicadores sobre a dimensão econômica e social das atividades criativas na capital baiana e busca subsidiar o planejamento e a formulação de políticas públicas voltadas ao segmento. Em 2024, Salvador destinou o valor recorde de R$ 167 milhões à cultura e indústrias criativas.

Para o titular da Secult, Alexandre Reis, a consolidação das informações permite compreender melhor a dimensão e as características locais do setor. “Salvador é uma cidade que mantém um ecossistema forte de economia criativa, cultura e turismo. A partir da profissionalização desses dados e da parceria com a Fundação Itaú, é possível compreender esses números e, em um trabalho conjunto dos órgãos da gestão municipal, agregar políticas públicas cada vez mais assertivas”, afirmou o secretário.

Alexandre Reis citou como exemplo o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que entra em uma nova fase, com atenção especial aos negócios liderados pela população negra. “Vamos dar um foco especial ao afroempreendedorismo, que é a grande mola propulsora da nossa economia”, acrescentou.

A diretora de Economia Criativa da Secult, Taíse Santos, ressaltou que o levantamento permite dimensionar a contribuição do segmento para a economia da cidade e identificar caminhos para ampliar seu desenvolvimento. “De posse desses dados, é possível subsidiar uma avaliação do cenário da economia criativa de Salvador para o desenvolvimento de políticas públicas. Dessa forma, será possível mensurar o impacto social e econômico para a cidade, a exemplo da geração de empregos, do trabalho decente e do crescimento econômico”, explicou Taíse.

Entre os indicadores, a diretora chama atenção para os mais de 1,6 mil negócios formalizados, constituídos por micro e pequenas empresas, em sua maioria. “Entendemos que é preciso fortalecer essas empresas, que são capazes de criar produtos e serviços no setor, auxiliando, como poder público, para que consigam se manter de forma economicamente sustentável”, completou Taíse.

Empreendedorismo negro – Para a diretora de Negócios Afro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), Maylla Pita, os resultados também ajudam a evidenciar a participação dos empreendedores negros na economia criativa e a importância do segmento para a geração de emprego e renda.

“Ao colocarmos uma lupa sobre esses negócios, percebemos que eles concentram de forma efetiva um conjunto de empreendedores negros. Além de trazer novos insumos para o desenvolvimento das políticas, esse mapeamento fortalece o caminho do empreendedor na cidade”, concluiu Maylla.

Parceria – A gerente do Observatório Fundação Itaú, Carla Chiamarelli, ressaltou que a produção de informações qualificadas contribui para conectar as ações do poder público à realidade do setor.

“A partir dos dados obtidos no mapeamento, podemos fazer com que as políticas públicas e ações sejam pensadas a partir de dados, da realidade e de um contexto. Temos esse papel de apoiar a criação de políticas públicas, pensando no desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, disse a gerente.

Segundo Carla, a economia criativa apresenta potencial de expansão e pode assumir papel ainda maior no desenvolvimento da capital baiana. “É algo muito promissor, que vem crescendo e é muito importante para o Brasil, para a Bahia e para Salvador. A cidade ainda tem muita margem para crescimento”, completou.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/mapeamento-da-economia-da-cultura-e-industrias-criativas-de-salvador/ .