ENTRETENIMENTO

Fundação Cidade Mãe atende 2,2 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em Salvador – Prefeitura Municipal de Salvador

Texto: Nilson Marinho / Secom PMS
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Cerca de 2,2 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social foram atendidos ao longo do ano passado pela Fundação Cidade Mãe (FCM), órgão da Prefeitura de Salvador vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). Com três décadas de atuação, a instituição acumula reconhecimento nacional e internacional, incluindo premiações concedidas pela Unicef e pela Unesco.

Os atendimentos contemplam crianças e jovens de diversos bairros da capital baiana, por meio de ações voltadas tanto à prevenção de situações de risco social quanto ao acolhimento de vítimas de violações de direitos, como violência, abandono e rompimento de vínculos familiares. “Hoje, o perfil do público atendido é formado por crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social ou extrema vulnerabilidade e risco pessoal, predominantemente pretos e pardos”, afirma a chefe de gabinete da FCM, Aline Gomes.

Atualmente, a Fundação mantém centros de convivência socioassistenciais em bairros como Saramandaia, Fazenda Grande IV, Engenho Velho de Brotas, Chapada do Rio Vermelho e Baixa Fria de Canabrava, além de uma unidade na AABB de Piatã, que atende moradores do Coqueirinho e regiões vizinhas. Nesses espaços, são oferecidas atividades no contraturno escolar, além de ações voltadas ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, contribuindo para a redução da evasão escolar e da exposição de crianças e adolescentes à criminalidade.

A estrutura da FCM inclui ainda duas unidades de acolhimento institucional destinadas a crianças e adolescentes afastados judicialmente da família após situações de violação de direitos, além de duas casas-lares, que oferecem moradia provisória e acompanhamento psicossocial. A instituição também conta com o Serviço Família Acolhedora, iniciativa que promove acolhimento temporário em lares voluntários para crianças e adolescentes afastados das famílias de origem.

“A Fundação Cidade Mãe carrega uma das mais sublimes missões que existem: transformar realidades. Ela chega à vida de uma criança, adolescente ou jovem e aponta um novo caminho, fazendo com que eles acreditem no próprio potencial e em um futuro melhor”, destaca Aline.

Entre os principais serviços oferecidos pela Fundação estão oficinas de artes, música, dança, esportes, informática e capoeira, além do Programa Jovem Aprendiz, voltado à inserção de adolescentes e jovens no mercado de trabalho. A instituição também desenvolve projetos itinerantes e ações integradas à rede municipal de ensino. Um deles é o “FCM na Praça”, que leva atividades recreativas, oficinas e serviços voltados à garantia de direitos para diferentes bairros da cidade. Já o “FCM nas Escolas” atua no contraturno escolar dentro de unidades municipais, oferecendo atividades complementares aos estudantes.

Segundo a chefe de gabinete da Fundação, essas ações têm impacto direto na autoestima, no desenvolvimento da autonomia e na ampliação das perspectivas de futuro dos atendidos. “Mudam a perspectiva de vida, a autoconfiança e a autonomia. As potencialidades são desenvolvidas e novas oportunidades surgem para que essas crianças e adolescentes vivam experiências que antes pareciam distantes”, afirma Aline.

Além das atividades voltadas aos jovens, a Fundação Cidade Mãe também realiza acompanhamento familiar e comunitário. O trabalho envolve escuta social, orientação e encaminhamento para serviços públicos da rede municipal, contribuindo para o fortalecimento de vínculos afetivos e para a garantia de acesso a direitos básicos.

Acolhimento – Ao longo da trajetória da instituição, histórias de transformação se multiplicam. Segundo Aline, há casos de ex-alunos que retornaram à Fundação como educadores e de jovens aprendizes que passaram a atuar na formação de outros adolescentes. Também há relatos de crianças acolhidas que conseguiram retornar às famílias de origem ou foram inseridas em famílias substitutas após acompanhamento técnico da rede de proteção.

“Temos jovens que saíram do acolhimento e conquistaram seu espaço na sociedade. Crianças que estavam sem vínculos familiares conseguiram reconstruir suas histórias graças ao trabalho sério e comprometido da equipe técnica”, conclui.