Por Jairo Costa Júnior – Correio da Bahia

Vinte e dois endereços na Bahia foram alvos de buscas e apreensões realizadas pela Operação Palhares anteontem contra três advogados do estado suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em comercializar créditos tributários fraudulentos para empresas com dívidas milionárias na Receita Federal. Ao todo, a Justiça do Rio de Janeiro, responsável pelas ações da Palhares, autorizou a devassa em 17 apartamentos, casas e salas comerciais de diversos bairros de Salvador, além de cinco imóveis em Cruz das Almas, Muritiba, Jequié e Lauro de Freitas.

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Genro da desembargadora afastada Maria do Socorro Barreto Santiago e preso pela Operação Faroeste como elo da sogra na suposta venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, Márcio Duarte Miranda teve quatro endereços ligados a ele vasculhados pela polícia   durante a nova ação. A lista inclui apartamentos localizados no Jardim Apipema, Rio Vermelho, Parque Bela Vista e Sussuarana.

Tetos múltiplos
Foram cumpridos ainda mandados em sete imóveis residenciais e empresariais relacionados ao advogado Daniel Ângelo de Paula, preso pela Palhares na última segunda-feira em Salvador. Entre os quais, apartamentos, salas e casas na Pituba, Stiep, Cabula,  Horto Florestal e Vilas do Atlântico (Lauro de Freitas). A série de buscas e apreensões mirou mais 11 endereços atribuídos a Manoel José Edvirgens dos Santos na capital e interior. Sócio de Márcio Duarte em um escritório de advocacia investigado pela venda de créditos tributários falsos, Edvirgens também foi alvo de mandado de prisão, mas estava foragido até o fechamento desta edição.

Ponte Rio-Bahia
Na decisão em que autoriza o Ministério Público do Rio a deflagrar a Palhares, o juiz  Luis Claudio Rocha Rodrigues, da 1ª Vara Criminal de Petrópolis, libera ainda o compartilhamento de provas obtidas na operação com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do MP Baiano (Gaeco), especialmente a quebra de sigilos bancários e fiscais. A determinação se deve, destacou o magistrado, à existência de indícios de que as mesmas fraudes ocorreram em municípios do estado.

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