Grupo bloqueia acesso à fazenda dos Vieira Lima em Itapetinga

Galhos de árvores, paus e pedras são usados em bloqueio

fazenda vieira lima

Invadida na madrugada de sábado (23) por um grupo de mais de 20 pessoas, a fazenda Esmeralda, de propriedade da família Vieira Lima, dos irmãos Geddel (ex-ministro da Integração Nacional) e Lúcio (deputado federal), ambos do PMDB, teve o acesso bloqueado na manhã desta segunda-feira (25), segundo a Polícia Civil de Itapetinga, no Sudoeste da Bahia, que investiga o caso.

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O acesso à fazenda está impedido com galhos de árvores, paus e pedras, segundo informações de testemunhas ouvidas pela polícia, afirmou o delegado Antonio Roberto Júnior.

“Não chegamos a ir ao local, mas ouvimos dois dos quatro empregados da fazenda e eles relataram isso”, declarou o delegado.

No relato ao delegado, os funcionários disseram também que alguns dos invasores estavam armados com espingardas de baixo calibre. Eles chegaram a ficar em cárcere privado até a manhã de sábado, quando foram libertados sem ferimentos.

A fazenda, que faz parte de um conjunto de propriedades da família, fica dentro do território de Itapetinga (a cerca de 60 km da sede), nas proximidades do Rio Pardo e a 10 km de Potiraguá.

No momento da invasão, o grupo se apresentou como sendo de indígenas, porém o advogado Franklin Ferraz, contratado para entrar com a ação de reintegração de posse pela família Vieira Lima, disse que esta informação, porém, ainda não está confirmada.

“Eles disseram também ser de outros movimentos de sem terra. Nem líderes eles têm, então melhor não afirmar nada”, declarou Ferraz, que também não foi ao local da invasão.

O advogado informou que está no aguardo da chegada da documentação da fazenda para dar entrada no pedido de reintegração de posse na Justiça. “Não sabemos ainda o tamanho da área, nada. Assim que estivermos com a documentação, vamos tomar as providências”, afirmou.

O delegado disse que, com base nos depoimentos de dois funcionários da fazenda, irá pedir que a Polícia Federal investigue o caso, já que “eles disseram que os invasores eram índios e que falavam, inclusive em dialeto”. O delegado não soube informar a etnia dos supostos índios.

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