O Deputado Federal Zé Neto (PT) avalia que o ganho de popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é cíclico e não deve se manter sem políticas públicas mais efetivas. Após alta aprovação nas pesquisas, especialmente com a população que recebe o auxílio emergencial, Neto afirma que Bolsonaro sempre foi contra o pagamento do auxílio.

“Todo mundo que acompanha a política sabe que ele queria R$ 200 para dois ou no máximo três meses. Ele foi contra até o último momento, tanto é que você vê como ele sancionou, para pagar também ele não queria pagar. Não foi fácil”, disse na manhã desta quinta-feira, 20, na rádio A TARDE FM.

O auxílio emergencial negado por Bolsonaro aos agricultores e agricultoras também está incluso no Projeto de Lei Assis Carvalho, já aprovado no Senado. A lei prevê garantias e ações emergenciais para a Agricultura Familiar durante a atual pandemia, com R$ 600 em cinco parcelas, mas para as mulheres chefes de família, passa a ser de R$ 1.200.

O benefício só poderá ser acessado por quem não foi contemplada pelo primeiro auxílio e é necessário estar inscrita em algum tipo de assistência técnica, seja no município ou no estado, para comprovar que é agricultora.

Zé Neto, que participou da elaboração da lei, explica a importância de iniciativas como essa. “A gente tem uma necessidade imensa de fazer esse dinheiro chegar na ponta. Os grandes eventos, as grandes festas, deixaram de acontecer. Você imagina o prejuízo que a agricultura familiar teve com relação a esse momento de crise”, conta.

O projeto agora aguarda sanção ou não do presidente da República. Além dos R$ 600 ou R$ 1200, está previsto o fomento de R$ 3 mil para a mulher trabalhadora rural. Ainda na linha da produção, o projeto também prevê o Crédito Emergencial é de R$ 10 mil, com cinco anos de carência e prazo de dez anos para quitação, com juros de 0,5% ao ano e desconto de 20% para mulheres.

O fomento pode ser acessado por todas as famílias, mesmo sendo beneficiadas pelo Auxílio Emergencial. Um terceiro eixo ainda está previsto, que é a renegociação das dívidas, com a ampliação dos prazos até o final de 2021, mantendo as mesmas condições anteriores.

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