Quando “Watch Dogs: Legion” anunciou que todos os personagens que aparecessem em seu mundo aberto poderiam ser recrutados e controlados pelos jogadores, o público em geral não deu muita bola.

Afinal, muitos se lembravam das promessas – não cumpridas – do primeiro game da franquia sobre hackers revolucionários.

Com o terceiro jogo da série, que deve ser lançado em 29 de outubro,  a Ubisoft parece ter acertado a mão.

Seja quem quiser

Claro que é difícil julgar todo o potencial do recurso sem ver o game inteiro, mas pela prévia ela funciona.

A empresa mandou bem ao diminuir um pouco suas ambições megalomaníacas – como as mil possibilidades vistas no trailer do primeiro game, ainda em 2012 – e focar em desenvolver a novidade.

Em “Legion”, o grupo de hackers DedSec assume o protagonismo de vez já que não há um herói fixo. O jogador pode avaliar a história e as habilidades de todas as pessoas na recriação da Londres do game e recrutá-las para as diferentes missões.

Algumas podem não estar tão receptivas ao convite, mas o jogo oferece diferentes pontos de pressão para cada uma delas, como uma dívida grande com tipos suspeitos ou um parente doente.

Com isso, encontrar o tipo de agente ideal para a próxima missão a ser enfrentada e convencê-la a se juntar à causa se torna parte integral da diversão do jogo – que, infelizmente, também não pôde ser explorada à vontade por causa do tempo limitado.

As possibilidades vão de seguranças da corporação maligna a velhinhas aparentemente inofensivas.

Claro que o primeiro tipo parece mais apropriado, em especial nas missões disponíveis na demo, ambas de infiltração em áreas hostis. Resta torcer para que os desenvolvedores tenham pensado em objetivos que exijam características mais variadas.

Em 'Watch Dogs: Legion', é possível controlar e recrutar diferentes personagens — Foto: Divulgação

Em ‘Watch Dogs: Legion’, é possível controlar e recrutar diferentes personagens — Foto: Divulgação

Entre hackeadas e tiros

Quanto ao sistema de combate, ele ainda se assemelha muito ao dos jogos anteriores. É possível hackear sistemas e câmeras para fazer o reconhecimento do local, desabilitar alarmes ou incapacitar inimigos.

Se ficar só nisso, “Legion” pode sofrer como seus antecessores por causa da repetição de qualidade um tanto mediana. Por isso a importância da “legião” do título.

O jogo parece oferecer os melhores atrativos de um mundo aberto, aquele que deve ser explorado com sem pressa e com a maior liberdade possível.

Cabe à Ubisoft não limitar seus “milhões” de personagens prometido a pequenas variações de um grupo limitado.

Se isso vai se concretizar, o público deve saber apenas em outubro – mas a promessa, ao menos dessa vez, passou de promissora para algo bem possível.

Em 'Watch Dogs: Legion', os hackers revolucionários vão a Londres — Foto: Divulgação

Em ‘Watch Dogs: Legion’, os hackers revolucionários vão a Londres — Foto: Divulgação

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