Desde o início da temporada, o Bahia é tido como um dos candidatos ao título da Copa do Nordeste, pelo poder de investimento em relação aos rivais da região. Após um início cambaleante, a equipe parece ter encontrado o rumo e pode garantir a classificação antecipada para a fase de mata-mata com uma rodada de antecedência.

Neste sábado, o Tricolor mede forças com o América-RN, na Arena das Dunas, com portões fechados. A partida está marcada para 16h (horário de Brasília).

O zagueiro Wanderson, em entrevista ao programa de rádio do clube, falou sobre a possibilidade de garantir vaga na próxima fase – para isso, basta um triunfo simples. Como Lucas Fonseca ainda não está liberado para voltar campo, ele formará novamente dupla de zaga com Juninho.

– Quando a gente sabe que vai jogar, até o psicológico da gente muda um pouco. Mas é estar bem preparado. Preparar da mesma forma que a gente vem fazendo sempre. Acho que nosso grupo está bem coeso, bem forte. Chegar lá, fazer uma grande partida e sair de lá com a classificação antecipada – disse.

Embora tenha construído a carreira no sul do país, Wanderson, que nasceu em Vitória da Conquista, não é um total estranho ao Nordestão. Ele contou, inclusive, que acompanhou o título do Bahia em 2017, conquistado em cima do Sport, com gol de Edigar Junio.

– Eu acompanhava já. Eu jogava mais no Sul, joguei em São Paulo. Eu acompanhava bastante essa competição. Eu até acompanhei acho que o gol do Edigar Junio contra o Sport. Acompanhei essa final aqui. Até parentes e amigos sempre comentavam que é uma competição bonita, que dá gosto de jogar. Até atletas que conheço que jogam aqui no Nordeste, que falavam. Ansiedade foi boa. Acho que a gente tem grandes chances de conquistar esse campeonato. A gente está em uma grande crescente. Eu creio que, se a gente conseguir sair com esse campeonato, vai ser muito importante para a sequência do ano – afirmou o zagueiro.

Além da classificação antecipada, o Bahia assume a liderança do grupo caso vença o América-RN, pois ultrapassaria o Botafogo-PB, que já foi derrotado nesta rodada.

Confira outros trechos da entrevista de Wanderson

Forma física
– Eu converso direto com o professor Paulo Paixão sobre isso. Uma das nossas discussões foi essa no ano passado. Eu sentia muitas dores pós-treino, muitas dores musculares. E até, em alguns jogos que fiz ano passado, não consegui recuperar muito bem. Fazendo a pré-temporada, é nítido que eu baixei meu peso também e ganhei muita massa magra, que ajuda muito o atleta. E é muito diferente a forma até de jogar lá, no país em que eu estava, que era o futebol japonês, que é muito rápido, muita correria, e não é costume lá fazer academia e ter trabalho de força como tem aqui.

União do grupo
– Esse momento difícil que a gente passou, com a eliminação e a derrota no clássico, foi um momento de a gente sentar e se unir cada vez mais. Nunca é bom passar por esses momentos, mas acho que o grupo se uniu e se fechou bastante neste momento. Acho que agora a gente está colhendo um fruto. A gente também fez uma pré-temporada curta, com dias curtos, já começaram as competições. Mas isso não é desculpa. Acho que a gente também está numa crescente. Com o decorrer da temporada, a gente vai melhorar cada vez mais.

Jogo com portões fechados
– Por não ter aquele ambiente… A torcida deixa o ambiente completamente diferente, e eu acho que a concentração tem que ser o mais alto possível. Mas, depois que a gente entra ali dentro de campo, alguns jogadores também já relataram isso, que a concentração é tão grande que a gente não consegue nem ouvir a nossa própria torcida e a torcida adversária, tamanha é a concentração dentro da partida. Mas vai ser uma experiência boa, e tomara que com um triunfo.

Atuar pelo lado esquerdo
– No ano passado, o Roger me estimulou a jogar pelo lado esquerdo. No Athletico, como tinha três zagueiros destros, e o Thiago Heleno preferia jogar mais pelo lado esquerdo, que ele gosta, então os outros dois acabavam jogando mais pelo lado direito. Aqui o Roger me estimulou muito. Eu aprendi a gostar também de jogar pelo lado esquerdo. Eu acho que a gente só tem a crescer na carreira e só tem a evoluir com isso.

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