Em meio à dificuldade do PT de encontrar um nome forte e de consenso para disputar a prefeitura de Salvador em 2020, quando haverá a sucessão de ACM Neto (DEM), aliados têm dito que o ex-governador da Bahia e atual senador Jaques Wagner (PT) seria um nome ideal para competir no pleito. No entanto, o petista tem mostrado resistência à hipótese. Ontem, em entrevista à rádio Metrópole, ele voltou a descartar qualquer chance de brigar pelo Palácio Thomé de Sousa no próximo ano.

“Esqueçam! Estão dizendo que eu vou ser candidato a prefeito e não sei quem vice. Esqueçam”, frisou. Já sobre ser candidato ao Palácio de Ondina em 2022, quando acontecerá a sucessão de Rui Costa (PT), Wagner não tem descartado a hipótese totalmente. Tem dito, porém, que só será postulante se for para manter a unidade grupo político. “Se for para manter a unidade, eu vou. Mas devemos trabalhar um nome de renovação”, salientou.

Ainda na entrevista, o senador afirmou que a apreensão de cocaína com um sargento brasileiro que desembarcou em um avião da comitiva presidencial na Espanha deve ter sido uma espécie de “castigo” a Jair Bolsonaro (PSL), após o presidente vetar a bagagem gratuita em voos nacionais. “Imagina a imagem do Brasil lá fora. Não consigo entender como uma coisa dessa acontece. Uma coisa é encontrar no casaco ou na mochila pessoal, que não passou no raio-x, mas caramba, uma mala. Deve ter sido um castigo de Deus. Ele (Bolsonaro) vetou aquilo que o Congresso votou para não ter que pagar excesso de bagagem e agora tem que pagar. Pelo visto, o comissário de bordo não pagou. A mala dele tinha 40 kg. Qualquer pessoa que pega viagem internacional sabe que o teto é 3kg para cada mala. Ninguém viu. Não é um broche, nem caneta. É uma mala, acima do peso permitido, para ser preso pela policia espanhola. É um negócio meio ridículo”, criticou.

Wagner ainda admitiu que tem dado conselhos ao filho do presidente Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL). “Sou um pessoa que tenho facilidade de relacionamento e acho importante conversar com todo mundo. Tenho conversado com ele porque todo mundo fala que, dentro da família, ele é o cara mais razoável, mais equilibrado.E é, realmente, um cara que você pode conversar, apesar de ele ter aqueles problemas com o negócio de Queiroz e isso a justiça tem que investigar”, disse o petista. “Mas eu converso com ele até dando conselho mesmo. Eu digo: diga ao seu pai que o povo não vive de assistir briga, vive de emprego, renda e por aí vai. Minha sensação é que ele entende. Não sei qual a ascendência dele com o pai. Porque dizem, não sei como é a convivência entre eles, que o filho Carlos, que é vereador, tem mais ascendência. Mas não vou deixar de fazer. Tenho meu ponto de vista, sou oposição, mas não para destruir o Brasil. Mas eu converso com ele. Conversei essa semana, ele foi dar entrevista e me elogiou”, emendou.

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