O vereador Helio Ferreira (PCdoB) mediou, em 23 de julho, uma audiência pública que reafirma o Dia Municipal de Combate e Luta Contra a Gordofobia. O evento foi realizado de forma on-line pelo aplicativo Zoom e a mesa contou com a presença da vereadora Marta Rodrigues (PT), da deputada estadual Fabíola Mansur (PSB), e da integrante do Movimento Vai Ter Gorda, Adriana Santos.

“Com o objetivo de combater o preconceito contra as pessoas acima do peso criamos, em parceria com o Movimento Vai Ter Gorda, um projeto de lei que institui o 10 de setembro como Dia Municipal de Combate e Luta Contra a Gordofobia. A data reforça os direitos da pessoa gorda e lembra a importância de manter o respeito às diferenças”, destacou Helio Ferreira.

Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, a gordofobia é um fator presente na rotina de 92% dos brasileiros. “Temos que pensar em mais políticas públicas sobre essas questões. Sabemos que a luta é diária contra os diversos padrões e preconceitos”, enfatizou Helio Ferreira.

Intolerância

A deputada Fabíola Mansur explicou que o enfrentamento vem sendo feito, mas que a visibilidade é a primeira forma de combater a gordofobia. “No momento em que a gente vive uma falta de tolerância, gerada por um governo responsável por retrocessosna luta das mulheres quilombolas, dentre outros segmentos, nós temos que reafirmar a importância da democracia e precisamos fazer essa resistência”, argumentou.

A coordenadora nacional do Movimento Vai ter Gorda, Adriana Santos, também se expressou durante a audiência: “Esse é um assunto muito negligenciado pela sociedade. Falar sobre gordofobia, no mundo que venera o corpo magro e branco, é um verdadeiro ato revolucionáriode resistência. Essa audiência é um fruto do diálogo e legitimidade de mais de 6 anos de lutasdos movimentos”.

Para Marta Rodrigues, uma audiência como esta é fundamental:“Quando essa data entra no calendário da cidade, podemos pedir para criar eventos e palestras para orientar toda a sociedade. Iniciativas como essa são fundamentais para dar visibilidade à questão. Esta luta também é dos direitos humanos, porque a mulher gorda sofremuito e o poder público precisa acordar”.

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