Em setembro, as vendas do varejo na Bahia tiveram queda de 0,7% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após terem crescido 0,9% de julho para agosto. Ainda assim, foi um recuo menor que o verificado no país como um todo (-1,3%).  De agosto para setembro, as vendas do comércio varejista caíram em 16 dos 27 estados. Os piores resultados foram os de Goiás (-2,0%), Minas Gerais (-3,1%) e Paraíba (-6,4%). Dentre os estados com crescimento, destacaram-se Rondônia (8,4%), Tocantins (2,9%) e Acre (2,1%).

Em setembro, vendas de combustíveis (-13,2%) e vestuário (-11,0%) seguem puxando retração do varejo baiano
Em setembro, na Bahia, 5 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2017.

Em termos de magnitude da taxa, o maior recuo ocorreu no segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-14,9%). Entretanto, mais uma vez, as quedas nas vendas de Combustíveis e lubrificantes (-13,2%) e Tecidos, vestuário e calçados (-11,0%) foram as que mais contribuíram para a retração do varejo baiano como um todo.

Esses dois segmentos juntos vêm sucessivamente puxando as vendas da Bahia para baixo desde maio deste ano. O volume das vendas de combustíveis tem quedas sucessivas há um ano, desde setembro de 2017 e acumula retração de 14,3% em 2018. Já o setor de vestuário teve em setembro seu sexto recuo consecutivo (cai desde abril de 2018) e apresenta o segundo recuo mais intenso no acumulado em 2018 (-7,1%).

Na comparação setembro/18 com setembro/17, as vendas na Bahia também recuaram (-1,3%), num resultado pior que a média nacional (+0,1%). Nesse confronto, o desempenho do varejo foi negativo em 16 estados, com as maiores retrações ocorrendo no Distrito Federal (-5,0%), em Mato Grosso (-5,1%) e no Piauí (-5,9%). Os destaques positivos ficaram por conta de Rondônia (8,1%), Acre (6,6%) e Santa Catarina (6,2%).

Os resultados de setembro sustentam a queda das vendas do varejo baiano no acumulado no ano de 2018 (-0,7%), indicador que segue negativo desde janeiro de 2015, há mais de três anos e meio, portanto. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas no Brasil como um todo acumulam alta de 2,3%, com desempenhos negativos em apenas 6 dos 27 estados.

Já nos 12 meses encerrados em setembro, o comércio varejista na Bahia ainda mantém uma variação positiva (0,2%), embora bem abaixo da média nacional (2,8%) e o menor crescimento do país, empatado com Pernambuco (0,2%).

Por outro lado, diferentemente do que ocorreu no país como um todo, o crescimento das vendas do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,5%) foram a mais forte influência positiva no varejo baiano, em setembro. O segmento é o que mais pesa na estrutura do comércio do estado e teve seu segundo resultado positivo consecutivo.

O desempenho do setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com a maior taxa positiva em setembro (9,2%), também foi importante para evitar uma queda ainda maior do varejo baiano no mês. É um segmento cujas vendas crescem seguidamente desde outubro de 2017 e acumulam no ano de 2018 o maior crescimento (+12,2%).

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado mantiveram-se estáveis em setembro (0,0%), frente ao mês anterior, após terem crescido 0,9% na passagem de julho para agosto. O resultado foi melhor que o do país como um todo, onde o varejo ampliado teve queda (-1,3%) de agosto para setembro.

Na comparação com setembro de 2017, porém, o varejo ampliado baiano recuou 3,1%, com o quarto pior desempenho entre os estados e bem abaixo da média do país (+2,3%).

Com esse resultado, o acumulado no ano das vendas do comércio varejista ampliado na Bahia continuou a desacelerar, de 2,3% em agosto para 1,7% em setembro. No acumulado em 12 meses, também houve redução no ritmo de crescimento, de 3,2% em agosto para 2,4% em setembro.

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Frente a setembro de 2017, houve recuo tanto nas vendas de veículos (-7,6%) quanto nas de material de construção (-2,9%). Os veículos apresentaram a segunda queda consecutiva, mas ainda se mantêm no positivo no acumulado no ano (8,4%). Já os materiais de construção voltaram a recuar depois de uma variação positiva em agosto (0,5%); no acumulado em 218 também continuam em alta (2,2%).

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