O novo Centro de Convenções de Salvador será oficialmente inaugurado pela Prefeitura com festa no próximo domingo (26), entre 10h e 14h, com shows gratuitos de nomes como Lore Improta e Claudia Leitte. Mas nesta quinta (23) acontece um evento só para convidados no equipamento, organizado pela GL Events, concessionária que vai administrar o centro pelos próximos 25 anos e que possui experiência internacional nesse segmento. Na manhã de hoje, estão sendo feitos os últimos ajustes do espaço.

Os primeiros eventos acontecem a partir de março e a expectativa é que pelo menos 30 aconteçam a longo de 2020. A estimativa é que o novo Centro de Convenções possa gerar até dois mil empregos temporários por evento. A Prefeitura investiu R$130 milhões na construção do equipamento, na orla da Boca do Rio, a apenas 20 minutos do aeroporto e que tem capacidade para 14 mil pessoas internamente e 20 mil quando se soma o espaço externo para shows.

Foto: Divulgação

O turismo de negócios e eventos representa 5% do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB), segundo o Ministério do Turismo (MTur). Além disso, é o 3º principal motivo da visita de turistas estrangeiros ao Brasil e a razão principal das viagens de 60% dos passageiros em voos domésticos e internacionais, de acordo com a União Brasileira dos Promotores Feiras (Ubrafe). E mais: o turista de negócios gasta três vezes mais do que o de lazer, segundo o MTur. Por esses números, dá para se ter uma boa ideia da importância do novo Centro de Convenções, construído pela Prefeitura na orla da Boca do Rio, para a economia local.

É possível ainda calcular o quanto a cidade perdeu desde fechamento , em 2014, do antigo centro de convenções, administrado pelo Estado. O trade turístico da capital estima o prejuízo em R$2 bilhões. Só na hotelaria a perda foi de R$1,6 bilhão, de acordo com a Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FBHA).

Segundo a seccional baiana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-BA), foram 25 estabelecimentos fechados nos últimos anos, inclusive empreendimentos de grande porte, como o Bahia Othon Palace, que tinha 284 apartamentos e contava com cerca de 200 empregados diretos. O mesmo aconteceu com bares, restaurantes, produtoras de eventos e todos os 50 setores da economia que dependem do turismo para gerar emprego e renda. Agora, todos esses setores acreditam que a movimentação financeira com o advento do novo Centro de Convenções chegue a R$500 milhões por ano.

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