A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (15/12), a Operação Zigzag II para combater corrupção ativa e passiva, peculato, organização criminosa, fraude ao caráter competitivo de procedimentos licitatórios e fraude na execução de contratos. O esquema ilegal teria rendido bilhões de reais aos investigados. A ação tem apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

O foco dos investigadores são contratos para obras rodoviárias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que perfazem um total de mais de R$ 1,1 bilhão. Os crimes apurados teriam impingido prejuízo estimado de mais de meio bilhão de reais aos cofres públicos. Doze servidores foram afastados durante toda a diligência, sendo quatro ex-superintendentes.

Na primeira fase da operação, servidores e empresas responsáveis pelo desvio de recursos públicos do Dnit na região de Oliveira (MG) foram investigados. Apurações posteriores identificaram que a supervisora dos contratos teria participado do esquema delituoso, ocasionando a deflagração da segunda fase. Duas empresas investigadas também estariam agindo com servidores públicos nas regiões das cidades mineiras de Prata e Teófilo Otoni, resultando na deflagração da terceira fase da operação.

A etapa desta terça-feira (15/12) trata da ampliação das investigações sobre as duas empresas citadas, visto que também teriam atuado de forma fraudulenta em contratos da região de Uberlândia (MG); além de haver indícios de que teriam se utilizado de uma terceira pessoa jurídica para que o grupo criminoso continuasse atuando na região do Prata, sem chamar a atenção dos órgãos de controle.

A PF representou por sete mandados de busca e apreensão, uma ordem de afastamento de servidor, bloqueio de quase R$ 50 milhões dos investigados e impedimento de três pessoas jurídicas de contratarem com a Administração Pública. Eles foram expedidos pela 4ª Vara Federal de Belo Horizonte e cumpridos por 25 policiais federais e quatro auditores da CGU no município de Uberlândia.

Além dos crimes citados, os investigados poderão responder por sanções, estando sujeitos a até 40 anos de prisão, se condenados.

O estado de Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do Brasil. A precariedade das estradas resulta, todo ano, em centenas de mortes e alto prejuízo econômico. A PF criou um canal de denúncias para auxiliar no combate a crimes que perpetuam essa realidade: rota090.delecor.mg@pf.gov.br.

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