Por Marina Hortélio

A unidade Augusto Omolu de Dança e Capoeira do Projeto Axé, na Baixa dos Sapateiros, foi arrombada entre a noite do domingo (5) e a madrugada dessa segunda-feira (6). Na ação, os assaltantes roubaram instrumentos musicais, alimentos, computadores, telefones, fantasias e uniformes usados pelas crianças, adolescentes e jovens que integram o projeto.

O fundador e presidente do Projeto Axé, Cesare de Florio La Rocca, relatou já ter prestado queixa do ocorrido à polícia. Os colaboradores da unidade ainda estão contabilizando o prejuízo, mas a estimativa é que os ladrões tenham levado o equivalente a R$ 100 mil.

“Não é só a perda financeira, mas a perda da força da comunidade que, ao invés de proteger a unidade do projeto que recebe as crianças, facilita o acesso ao edifício. Estou muito sofrido e revoltado com esse acontecimento. Quando em uma comunidade tem gente pobre que rouba dos pobres, essa comunidade não tem mais esperança”, afirmou Cesare.

A unidade estava fechada devido às medidas de isolamento social e necessitava do material para retomar as atividades de dança e capoeira ao fim da pandemia da covid-19. “Vendo as redes escolares fechadas, seguimos a orientação das autoridades, e nossas unidades estão fechadas paras a crianças esperando o momento para voltar a recebê-las”, disse o fundador do projeto.

A unidade, que atende 200 estudantes, foi invadida pelo telhado.

(Correio da Bahia)

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