O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (6) que autorizou a retirada do sigilo de todos os documentos relacionados a duas investigações: sobre o suposto conluio com a Rússia nas eleições de 2016 e sobre o escândalo dos e-mails envolvendo a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, que concorreu à presidência quatro anos atrás.

Em mensagem no Twitter, o republicano chamou as investigações sobre a suposta interferência russa de “boato” e “maior crime político na história dos EUA”.

Ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, fala no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata em vídeo nesta quarta-feira (19)  — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

Ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, fala no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata em vídeo nesta quarta-feira (19) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

A outra investigação que teve os sigilos retirados pelo presidente na noite desta terça trata do suposto uso de um servidor particular por Hillary Clinton para envio de e-mails particulares quando ela era secretária de Estado no governo de Barack Obama. Um inquérito foi aberto em 2016, ano em que ela concorreu nas eleições presidenciais — e saiu derrotada. Até o momento, nada de ilegal foi encontrado.

Ao anunciar a retirada dos sigilos, Trump repercutiu o tuíte de um autor americano que chamou as acusações sobre o suposto conluio com a Rússia de “truque político sujo” e que tanto o FBI quanto a CIA sabiam disso.

Trump ainda se recupera da Covid-19, na Casa Branca. O republicano concorrerá à reeleição em 3 de outubro contra o democrata Joe Biden, que não comentou a decisão do presidente até a última atualização desta reportagem.

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