Nada como o aconchego do lar para cicatrizar as feridas. A delegação tricolor passou uma semana fora, onde enfrentou o Corinthians pela Série A e o Atlético-PR, pela Copa Sul-Americana. O saldo foi uma derrota em São Paulo e uma eliminação cruel em Curitiba, nos pênaltis, após ter vencido o jogo por 1×0 no tempo normal.

No entanto, até o final do ano, jogadores, funcionários e comissão técnica só vão desembarcar  mais duas vezes na capital baiana, já que cinco dos sete jogos restantes do Bahia no Brasileirão serão em Salvador. Os próximos três em sequência, inclusive. O “desequilíbrio” que faz a tabela parecer generosa ao tricolor nesta reta final de temporada é o Ba-Vi do dia 11 de novembro, no Barradão.

Antes, o time de Enderson Moreira enfrenta a Chapecoense, domingo (4), às 18h (horário da Bahia), na Fonte Nova  e no dia 14, recebe o Ceará, às 20h. Os únicos dois confrontos fora do estado serão em Belo Horizonte, diante do Atlético-MG e América-MG, pela 35ª e 37ª rodada, respectivamente.

Além dos jogos já citados,  o tricolor também vai encarar como mandante o Fluminense (36ª rodada) e o Cruzeiro (última rodada) em Salvador. Para superar a campanha do ano passado – a melhor na era dos pontos corridos – quando terminou na 12ª colocação, com 50 pontos, o Bahia precisa somar mais 14 pontos, que significa mais quatro triunfos e dois empates. Atualmente, o Esquadrão está em 12º, com 37 pontos.

Para o técnico Enderson Moreira, no que depender da dedicação que os jogadores têm mostrado, o tricolor tem tudo para terminar bem a competição. “É o que a gente tem de expectativa. Terminar bem o brasileiro, porque o Bahia tem jogado bem, tem enfrentado os adversários com uma postura gigantesca. Não é um time reativo, que joga só para trás, se defendendo, é um time que sabe o que fazer. Não canso de enaltecer esse grupo. Eu tenho tanto orgulho deles… Eu tenho mais falado do que treinado. Eu falo para eles e eles conseguem fazer. Fico espantado com a dedicação. Me orgulho e espero que o torcedor reconheça”, disse o comandante, para depois completar.

“Eu acho que fizemos partidas maravilhosas. O Bahia é um time que sabe tocar a bola, é um time que sai jogando, que argumenta o jogo, que tem posse de bola, que tem transição, tem velocidade. A gente já fez ótimos jogos e, às vezes, o resultado escapa de alguma forma”.

Projeção 

No primeiro turno, o tricolor passou por essa  mesma sequência que terá pela frente, sem ser batido, e fez 13 pontos. Venceu Ceará, Vitória e América-MG e empatou com Chapecoense, Atlético-MG, Fluminense e Cruzeiro. Caso repita o mesmo desempenho, igualaria a campanha do ano passado na pontuação.

Na ocasião, foram quatro jogos fora de casa e apenas três como mandante.

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