Você está com o crush em uma praia maravilhosa, o clima começa a esquentar e vocês resolvem deixar a coisa rolar. Eu sei que a empolgação de tirar o “transar na praia” da sua lista de fantasias é grande, mas terei que deixar claro uma coisa: sexo na praia pode causar uma série de problemas.

Nem estou falando de acabar sendo pego no flagra, até porque eu já imagino que a coisa vai rolar em algum lugar mais deserto. O problema, na verdade, é, bem, a praia em si.

Na areia ou na água, o que é para ser um momento gostoso pode virar algo bem dolorido. E isso vale especialmente para as mulheres.

Vamos começar pela água. Transar dentro do mar pode causar irritação das mucosas vaginais por causa do sal. Além disso, considerando que haja penetração, o atrito do pênis pode piorar tudo, especialmente porque a água diminui a eficácia da lubrificação natural.

Isso fica ainda pior porque sempre há um pouco de areia na água do mar. O resultado é que pode haver micro lesões na região.

Aliás, com aquele vai e vem todo, pode ser que a água chegue até o seu útero, com chances de causar uma inflamação, risco que é maior se a água não estiver limpa.

No caso dos homens, o problema é menor. Isso, claro, se a gente considerar o uso de camisinha. Aqui, além do risco do preservativo estourar ser maior, é preciso usar um lubrificante com base de silicone, não de água.

Já no caso do sexo desprotegido, algo que não é recomendado, o atrito pode causar lesões da mesma maneira que ocorre com as mulheres.

Se a ideia é ficar longe da água, transar na praia provavelmente vai ser algo mais tranquilo. Desde, claro, que não entre areia na brincadeira.

Então trate de espalhar toalhas, esteiras e o que mais servir para deixar os grãos bem longe.

Do contrário, o atrito da areia com os genitais podem causar lesões que tendem a ser bem incômodas nos dias seguintes.

Seja onde for, o ideial é fazer a higiene íntima o quanto antes. Aqui, não há nada de diferente de um banho convencional, então pode usar água e sabonete neutro como você faria normalmente.

O roteiro é de Rodrigo Lara.

Fontes: Waldemar Carvalho, ginecologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Gislene Teixeira, sexóloga, especialista em relacionamento e sexualidade.

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