Por João Paulo Almeida

A pandemia do coronavírus tem afetado diretamente o setor do turismo na Bahia. O fechamento de bares, restaurantes e aeroportos tem feito milhares de pacotes turísticos serem cancelados entre março e abril. O Sindhotéis e o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte (SHRBS) enviaram um ofício ao governador Rui Costa com solicitação de medidas emergenciais de socorro ao segmento.

O setor pede a criação de linhas desburocratizadas e direcionadas de crédito de capital de giro para suprir o fluxo de caixa de pequenas e médias empresas, com benefícios de carências, taxas incentivadas de longo prazo e sem limitações a empresas com restrições de crédito ou sem certidões fiscais negativas, bem como isenção de garantias. Além disso, o setor quer isenção de impostos como ICMS, Simples Nacional, obrigações contábeis, dentre outras taxas.

O presidente do SHRBS, Sílvio Pessoa da Silva Júnior, explicou por nota que hoje o setor do turismo representa 7,5% do PIB da Bahia, tendo 4.170 hotéis e 26.000 bares e restaurantes, que são responsáveis por 200.000 empregos diretos e 750.000 empregos indiretos. Toda essa representatividade não tem como sobreviver sem o fluxo de turistas na cidade.

A prefeitura da capital também está trabalhando na questão. O presidente da ABIH, Luciano Magalhães, e o secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Claudio Tinoco, conversaram em uma live sobre as medidas que podem ser feitas pela prefeitura para ajudar o turismo nesse ponto.

O titular da pasta de Turismo definiu três pontos nos quais a prefeitura vai trabalhar. O primeiro foi o lançamento da campanha “Visite depois” para evitar o cancelamento dos voos e pacote de viagem, recomendando apenas seu adiamento. O segundo ponto é a volta das antigas rodadas de negociações nacionais. O terceiro seria a isenção fiscal para o setor.

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