Um grupo de trabalhadores demitidos do Hospital Espanhol fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (30), no bairro da Barra, em Salvador, na frente da unidade. Eles cobram o pagamento de dívidas trabalhistas, sete anos depois da suspensão das atividades no local.

A unidade voltou a ser aberta em 2020, para abrigar hospital de campanha exclusivamente para os pacientes com Covid-19. E o anúncio recente de que o governo estadual pretende aproveitar a mesma estrutura, posteriormente, para criar um espaço exclusivo de atendimento aos servidores públicos gerou questionamento do sindicato que representa a categoria, o Sindisaúde.

O diretor-executivo da entidade, Waldir Cerqueira, disse que os trabalhadores demitidos não são contrários à ideia, mas que todos precisam ser indenizados. Segundo ele, a dívida ultrapassa os R$ 250 milhões.

O hospital foi fechado em 30 de setembro de 2014. De lá para cá, alguns trabalhadores faleceram e sequer receberam a indenização devida.

“Hoje completa sete anos do fechamento do Hospital Espanhol e os trabalhadores continuam na luta para receber os seus direitos. O governador informou que o hospital, depois da pandemia, será hospital do servidor público. Isso não tem problema algum, desde que os trabalhadores recebam as suas indenizações”, disse.
Questionada sobre a reclamação dos trabalhadores, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) disse que o estado não tinha qualquer gestão sobre a unidade até o seu fechamento. Portanto, a dívida não tem relação com a questão.

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