Uma troca de tiros foi registrada por moradores do bairro de Engenho Velho da Federação, em Salvador, na noite de segunda-feira (13). Segundo a 41ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), que atende à região, um jovem de 20 anos foi achado morto no local. Não há informações se ele participava do tiroteio.

De acordo com a polícia, o caso ocorreu na localidade conhecida como “Forno”, por volta das 20h, durante um confronto entre grupos rivais ligados ao tráfico de drogas.

O corpo do jovem foi achado na localidade conhecida como “Mangueira”, que fica próxima ao “Forno”.

Operação contra violência

A partir desta quarta, os três bairros tiveram atuações de unidades especializadas da polícia — Foto: Polícia Militar

A partir desta quarta, os três bairros tiveram atuações de unidades especializadas da polícia — Foto: Polícia Militar

Recentemente, o bairro de Engenho Velho da Federação foi alvo de uma operação, após ações violentas de criminosos. Os bairros de Saramandaia e Nordeste de Amaralina também entraram na lista.

A medida de unidades especializadas da polícia nos três bairros foi tomada depois dos confrontos na Sussuarana, no dia 30 de junho. No entanto, no mesmo dia, um homem morreu após trocar tiros com PMs no bairro do Engenho Velho da Federação. Ele era suspeito de tráfico de drogas.

Segundo a PM, ele chegou a ser levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu. Ainda no Engenho Velho, um tiroteio entre suspeitos de tráfico assustou moradores do bairro. Homens armados circularam pelo local deixando a população em pânico.

Já no Nordeste de Amaralina, um homem morreu em confronto com a PM no dia 17 de junho. Ele, era apontado pela polícia como autor de sete homicídios, de envolvimento com o tráfico de drogas, roubos e porte ilegal de arma.

Na ocasião, a PM atribuiu os crimes recentes nestes lugares à liberação de detentos para prisão domiciliar por causa da pandemia do coronavírus, mas o Tribunal de Justiça da Bahia rebateu a afirmação.

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) rebateu a polícia dizendo que os “alvarás para prisão domiciliar, por causa da pandemia da Covid-19, foram expedidos para réus que já estavam em regime semiaberto e para os detentos de menor potencial ofensivo dos crimes que respondem, os que são considerados não violentos”.

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