Sensação térmica chega a 17,6º C na capital baiana

O tempo nublado, chuvoso e ventos que aumentam a sensação de frio têm sido predominantes em Salvador durante o inverno deste ano. De acordo com o meteorologista da Defesa Civil (Codesal), Ricardo Rodrigues, a ventania aumenta sensação de temperaturas mais baixas em Salvador.

Na manhã desta quarta-feira (5), por volta das 6h35, os termômetros de Salvador registravam temperatura média mínima de 20°C. Na estação de Ondina foi 22ºC e na estação da Base Naval, 20°C.

“Agosto é um mês caraterizado por ventos mais frequentes. O que proporciona esse quantitativo de ventos na cidade é o posicionamento da alta subtropical do atlântico sul. Esse sistema intensifica os ventos que vêm em direção à costa baiana, traz umidade para região, causando essas chuvas. Ao mesmo tempo que essa alta favorece a intensificação dos ventos na cidade de Salvador, ela também bloqueia o avanço das frentes frias para a região. Esse é um importante sistema meteorológico e é característico dos invernos em Salvador e na região metropolitana”, explica Rodrigues.

Sobre os ventos, o meteorologista informou que a média de velocidade está entre 30 km/h e 40km/h. Na noite de terça-feira (4), a estação de Ondina registrou ventos de 43,6 km/h. Esse vento, conforme explica, é o que traz a sensação de mais frio do que é registrado no termômetro.

“O que vai provocar essa sensação térmica? Por exemplo, neste momento eu estou com em torno 22°C. Se eu for para região de orla, o vento vai me trazer essa sensação térmica de arrepio de pele, que vai dar em torno de 18°C a 19°C”, explica.

O especialista também falou sobre as chuvas ocasionais pela capital baiana. Por volta das 6h35, foram registradas chuvas fracas em Águas Claras, Itapuã e Paripe, por exemplo.

“Nesta quarta-feira, teremos chuva ocasionais ao longo do dia. Se eu olhar na imagem do satélite, eu vejo a movimentação das massas atmosféricas em direção a Salvador, e a impressão nessa imagem que ela está vindo do continente para o oceano. Mas essas aqui são nuvens altas, mas tenho que olhar as nuvens que se movimentam por baixo dessa massa, que é essa que causa a chuva que vejo no radar meteorológico”, detalha.

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