O taxista Ângelo da Silva, 25 anos, acusado de matar a facadas a ex-companheira na Ilha de Itaparica, vai a julgamento na manhã desta quinta-feira (29). Segundo as investigações, ele assassinou a pedagoga Helem Moreira dos Santos, então com 28 anos, no bairro de Conceição, em Vera Cruz, em junho do ano passado, por não aceitar o fim do relacionamento.

O destino do taxista, que está preso, será decidido em júri popular marcado para as 8h30, no Fórum de Itaparica, em Mar Grande.

Em depoimento, Ângelo admitiu ter matado Helem, e disse que cometeu o crime após ter acesso a um vídeo íntimo de Helem com outro homem. À época da prisão, o titular da 24ª Delegacia (Vera Cruz), Geovane Paranhos, afirmou que o taxista alegou ter “perdido a cabeça” ao ver as imagens.

Na época do crime, a amiga Thiffany Odara revelou que Helem chegou a pensar em sair de casa, dois meses antes de ser morta, por conta das ameaças de Ângelo. Ela também falou, na ocasião, sobre a possibilidade de o caso ir a júri popular. “[A alegação sobre o vídeo íntimo] é uma tentativa de se vitimar, porque o homem machista se sente dono do corpo da mulher e acha que a mulher tem que pagar com a vida”, comentou Thiffany.

O Quilombo Ilha, grupo educacional que atua na inclusão dos negros na universidade, e do qual Helem fazia parte, está organizando uma manifestação com faixas e cartazes para o dia do julgamento, a fim de pressionar a condenação do taxista.

Dois meses antes de ser assassinada a facadas por Ângelo, a pedagoga relatou a uma amiga que o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento.

“Terminei mas ele não aceita bem, fica ligando e vindo aqui”, afirmou ela, no dia 14 de abril, em conversa registrada pelo aplicativo WhatsApp. A pedagoga comentou, ainda, a necessidade de sair de casa. “Isso está me deixando ansiosa, quero sair um pouco”, completou Helem. O desabafo foi feito à amiga Thiffany.

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