Felipe Nauã Fiúza Moreira, 25 anos, um dos autores do triplo homicídio ocorrido na praia de Jaguaribe, em Salvador, no dia 5 de janeiro deste ano, foi morto após um confronto com a polícia na última sexta-feira (16).

Bloqueios foram montados pela Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Polo Industrial (PI) em ação interagências com as polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal, na BR-324, após denúncia sobre o deslocamento de criminosos envolvidos com um roubo a banco, na cidade de Ubaíra.

Três homens, em um veículo modelo Strada com placa de São Paulo, tentaram furar a blitz e dispararam com arma de fogo. Houve confronto e os criminosos acabaram fugindo por um matagal.

“As equipes entraram pela madrugada de sábado (17) procurando o trio e, no início da manhã, acharam um dos homens ferido. Ele foi socorrido para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu”, explicou o comandante da Cipe PI, major Travessa. O oficial acrescentou que, na oportunidade, o indivíduo utilizava uma identidade falsa e estava com uma pistola calibre 380, carregador, munições e porções de drogas.

Outro comparsa foi localizado, pouco depois, vivo, no matagal, e preso em flagrante. O terceiro criminoso acabou fugindo.

Primos 
Felipe Nauã Fiuza Moreira, 25 anos, e seu primo Caio Mateus Fiúza Catarina foram, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os autores de um triplo homicídio ocorrido, no dia 5 de janeiro deste ano, na praia de Jaguaribe. Ambos estavam foragidos e foram incluídos no Baralho do Crime da SSP.

A carta Rei de Copas era ocupada por Felipe e o naipe 5 de Paus segue figurando com Caio.

Relembre
Dois homens em uma moto chegaram à praia de Jaguaribe por volta das 15h do último dia 5 de janeiro. Eles localizaram Lucas Santos da Cruz, 27, sentado numa barraca ao lado de amigos e abriram fogo. Lucas, segundo a Polícia Civil, tinha envolvimento com o tráfico de drogas e era o alvo da ação criminosa.

Neste primeiro momento Lucas e dois amigos dele foram atingidos pelos disparos, que segundo as investigações foram efetuados por apenas um criminoso enquanto o outro ficava na retaguarda.

Como todos começaram a correr após os primeiros tiros, na perseguição o criminoso descarregou a arma na tentativa de executar Lucas. As balas perdidas atingiram três pessoas que estavam na areia: Igor Oliveira Lima Filho, de 16 anos, Juliana Celina da Santana da Silva Alcântara, de 20, e Elenilce Alcântara, mãe de Juliana. Os dois primeiros não resistiram.

A ação, ao todo, durou cerca de 60 segundos, e os suspeitos fugiram em uma moto.

Vítimas
Lucas e Juliana morreram na hora, enquanto Igor chegou a ser atendido, mas não resistiu. Uma quarta vítima fatal identificada como Andre Luiz Cunha dos Santos, de 24 anos, chegou a ser apontada inicialmente, mas a Secretaria de Segurança Pública (SSP) corrigiu a informação às 22h30 da noite dizendo que ele tinha sobrevivido.

Juliana tinha 20 anos e estudava Biomedicina na Faculdade Bahiana de Medicina de Saúde Pública. Ela, que morava no Imbuí, estava na praia ao lado de familiares e foi atingida quando estava sentada em uma cadeira de praia. O corpo dela foi coberto com uma canga por familiares.

Juliana era estudante de Biomedicina (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A mãe, Elenilce Alcântara, que estava ao lado da filha foi atingida de raspão e encaminhada para a UPA de Itapuã. Ela foi liberada na mesma tarde.

Outra vítima foi Igor Oliveira Lima Filho, de 16 anos. O adolescente tinha o costume de jogar futevôlei nas areias de Jaguaribe. A paixão pelo futebol era tanta que bola estava logo na descrição de uma das suas contas nas redes sociais.

Um amigo de Igor contou que ele era o mais velho de três irmãos e morava no condomínio Le Parc, na Avenida Paralela. “Até por isso o gosto por Jaguaribe, rapidinho chegava lá”, disse a fonte antes de classificá-lo como estudioso, boleiro e de família.

Igor adorava jogar futevôlei na praia (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O principal alvo da ação era Lucas. Segundo Lucas Bezerra, diretor do DHPP, ele tinha envolvimento com o tráfico de drogas e fora preso em duas oportunidades. Em 2015 ao ser flagrado com uma moto roubada e uma arma de fogo, e em 2018 por associação ao tráfico.

Ele deixou a prisão em maio de 2019 e voltou a exercer a atividade criminosa na região do Cajueiro, na Boca do Rio. “Por isso acreditamos que integrantes de uma facção rival o localizou na praia e tentou executá-lo”, disse Lucas em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia.

André Luiz Cunha dos Santos também foi atingido pelos disparos e foi socorrido para a Unidade de Pronto-Atendimento de Itapuã. Inicialmente a unidade e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informaram que ele havia morrido no atentado, porém a informação foi corrigida às 22h30. André passou por uma cirurgia e se recupera. Em uma rede social, um amigo informou que ‘ele está vivo e lúcido’.

André chegou a ser dado como morto, mas informação foi corrigida (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

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