O suspeito de assaltar e estuprar uma turista de Teresina (PI) assumiu ter cometido apenas o roubo durante depoimento prestado na Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) nesta sexta-feira (10). O homem apresentou-se à polícia ao lado do advogado.

A versão apresentada pelo suspeito é de que ele abordou os turistas e anunciou o assalto na última terça-feira (7). Depois, o namorado da jovem que denunciou o estupro teria retornado ao hotel para buscar mais dinheiro. Neste meio tempo, o acusado diz que tentou acalmar a mulher, tendo inclusive buscado água para ela. Ele negou qualquer assédio.

Apesar do acusado negar, a vítima continua mantendo a versão inicial, de que foi violentada. Ela reconheceu o acusado e irá realizar realizar o exame de corpo de delito, que poderá confirmar o estupro.

Rotineiro
Também no depoimento, o assaltante confirma que costuma praticar roubos e furtos na região de Itapuã onde abordou os turistas. Ele já possui algumas passagens por conta desses crimes, sendo uma delas por um assalto a ônibus no período da greve da Polícia Militar em 2014.

Ele praticava os crimes ao lado de alguns comparsas. Um deles foi preso nessa semana após assaltar um ônibus em Sussuarana e acabar sendo espancado por populares.

A delegada Marita Souza, da Delegacia de Proteção ao Turista, afirmou que irá solicitar a prisão preventiva do suspeito.

O nome do suspeito não será divulgado pela polícia. Isso porque a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou nesta sexta-feira (10)  que, em cumprimento à Lei13.869/19, não haverá apresentações de presos, assim como a divulgação de nomes e fotos de pessoas capturadas. A lei foi sancionada em setembro do ano passado.

‘Assumiu o risco’
Para o coronel Eurico Filho Silva Costa, comandante da 15ª Companhia Independente da Polícia Militar (Itapuã), a turista piauiense contribuiu para a ocorrência do estupro.

“Foi um comportamento de risco. O que uma pessoa vai fazer numa praia deserta das 19h às 23h, quando ocorreu estupro? Vai fazer o quê?  Ela assumiu o risco”, declarou na manhã desta sexta-feira (10).

Ainda em entrevista, o coronel Eurico Costa pontuou ainda que a Polícia Militar não pode ser responsabilizada pelo que aconteceu com o casal. “Trabalhamos constante na região, mas não temos efetivo para garantir a segurança somente daquelas pessoas que estavam naquele horário, num local onde não havia ninguém”, opinou o coronel.

Ainda segundo o militar, o comportamento do casal foi de risco e, portanto, eles devem assumir as consequências.

 “O casal teve um tipo de comportamento que não podemos nos responsabilizar. Se um carro trafega a 200 km/h, o motorista assume as consequências, o risco de bater, capotar. Foi a mesma coisa que aconteceu”.

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