O voo UX083 da companhia AirEuropa que saiu de Madri, na Espanha, por volta de 15h desta quinta-feira (22), com destino a Salvador, chegou à capital no horário previsto, às 20h50. Ao pousar no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, no entanto, o avião não pôde se aproximar da área de desembarque por orientação da Polícia Federal (PF) que, de acordo com o piloto do voo, estava apurando uma suspeita de bomba no terminal aéreo.

O condutor avisou aos passageiros que eles deveriam aguardar a autorização de desembarque. Em contato com a jornalista Aline Barnabé, que estava no voo, relatou que só conseguiu sair da aeronave às 22h, quase uma hora depois de chegar em Salvador. Embora, de acordo com Aline, não tenha havido pânico, muitos passageiros ficaram apreensivos, com medo de perder outros voos.

“O piloto não deixou ninguém sair, pediu para que todo mundo voltasse para seus lugares e sentasse, porque a polícia estava apurando uma suspeita de bomba no aeroporto. Então, o avião não se aproximou do local do desembarque. Só saímos depois que a PF liberou, porque só tinha sido uma ameaça. Pelo que entendi, alguém esqueceu uma mala ou sacola e eles suspeitaram”, contou.

Em nota, a concessária Vinci, que administra o aeroporto, informou que “durante a inspeção de rotina da bagagem dos passageiros [em um voo que estava prestes a embarcar], foi identificada uma suspeita de artefato explosivo” e que, para obedecer protocolos de segurança, a bagagem contendo o objeto foi retirada e levada para um local que não oferecesse risco aos passageiros e demais usuários do Aeroporto”.

Ainda segundo a Vinci, os atrasos foram ocasionados para “garantir a segurança de todos”. Não houve impacto em pousos e decolagens. O Aeroporto de Salvador informou ainda que obedece a todas as regulamentações cabíveis de segurança e tomou as medidas recomendadas em situações excepcionais. “A administração está trabalhando em conjunto com as autoridades para esclarecer o ocorrido”, concluiu a concessionária.

Outros passageiros informaram à reportagem que não notaram nada de “anormal” ou qualquer “movimentação estranha” no aeroporto. Um deles disse que ao questionar um funcionário sobre a suspeita de bomba, este respondeu que “a situação já estava sob controle”.

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