A redução das mensalidades e do valor da matrícula em universidades privadas durante a pandemia são reivindicações urgentes dos estudantes do país. E, na Bahia, a luta é encampada por membros da União Estadual dos Estudantes (UEES) – entidade que representa os estudantes dos níveis secundaristas e universitários de todo o território baiano. O reforço para a luta dos discentes veio do vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), que defende a redução de 30% e fundamenta sua defesa com argumentos dos universitários.

 

“Essa semana, um caso específico levou a tratar o assunto de forma mais ampla. São ao menos 15 unidades de ensino que não querem baixar os valores das matrículas e das mensalidades. O que é um absurdo, visto que nesse período de crise sanitária, as unidades não estão funcionando, suas dependências estão fechadas, os laboratórios estão lacrados. Então, não justifica que a faculdade continue a cobrar os mesmos valores como se o estudante estivesse indo para o campus. No caso da Faculdade 2 de Julho, que foi o caso tratado pelos estudantes, é preciso ter mais sensibilidade no trato e complacência”, frisa Suíca.

 

O edil petista também questiona o fato das unidades de ensino superior só querem tratar a questão na esfera judicial. Para Suíca, isso mostra “uma falta de compromisso com a formação dos estudantes”. Ele diz que entende que a unidade privada tenha aspectos diferentes no que diz respeito à economia, mas explica que as aulas estão acontecendo apenas à distância e não teria por que as unidades esperarem o trânsito da ação civil pública impetrada pelo Ministério Público da Bahia sobre o assunto.

 

“É completamente arbitrário, injusto e abusivo, uma vez que os alunos não estão consumindo os recursos disponíveis na faculdade. Tem grupos de alunos que não querem pagar a mensalidade sem desconto, nem a matrícula querem fazer”. Suíca completa dizendo que os estudantes querem desconto de até 30% no valor pago da mensalidade aplicado independentemente do tipo de matrícula do estudante. E pedem que isso seja retroativo a contar do início da troca de modalidade de ensino presencial para EAD e considerando os impactos financeiros com a queda na renda, postos de trabalho, e outros efeitos causados pela pandemia.

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