O ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça, autorizou que o prefeito afastado do Rio, Marcelo Crivella, acompanhe o velório e o sepultamento da mãe, previsto para esta quarta-feira, 30, em Simão Pereira, interior de Minas Gerais.

Crivella, que cumpre medidas cautelares em prisão domiciliar, foi autorizado pelo ministro a acompanhar por escolta, como estabelece a Lei de Execuções Penais.

“Defiro o pedido a fim de que o paciente, Marcelo Bezerra Crivella, compareça ao velório e sepultamento de sua genitora, Dona Eris Bezerra Crivella, no dia 30/12/2020, das 6h às 18h, mediante escolta. Após as 18h do dia 30/12/2020, o paciente retornará imediatamente à prisão domiciliar, comunicando-se a esta Presidência o seu recolhimento”, ordenou o ministro.

A mãe do prefeito afastado, Eris Bezerra Crivella, morreu na madrugada desta segunda-feira, 28, aos 85 anos, em casa no bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio. A causa não foi divulgada.

A determinação atende ao pedido da defesa de Crivella, que cumpre prisão domiciliar desde a última quarta-feira, 23, também por decisão do presidente do STJ. Crivella tinha sido preso em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do RJ.

A investigação trouxe à tona a existência de um “QG da Propina” na Prefeitura do Rio. De acordo com as apurações do MP, os empresários pagavam, no esquema, para ter acesso a contratos e para receber valores que eram devidos pela gestão municipal.

A prisão foi determinada inicialmente pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Depois a defesa de Crivella recorreu ao STJ e conseguiu a conversão para prisão domiciliar

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