A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), através das polícias Civil e Técnica, realiza neste domingo, 12, a reprodução simulada da operação realizada para o cumprimento da prisão do miliciano Adriano da Nóbrega, no dia 9 de fevereiro, na cidade de Esplanada. O suspeito acabou morto na ação.

Segundo a SSP-BA, participam da simulação todas as equipes envolvidas na operação. Os peritos criminais e técnicos irão analisar as informações dos depoimentos, além de repetir os movimentos, nos locais onde eles ocorreram.

No total, cerca de 50 policiais participam da reprodução simulada solicitada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e coordenada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco em 2018, Adriano Magalhães da Nóbrega era considerado uma testemunha importante sobre a relação entre milícias e autoridades, especialmente quanto à família Bolsonaro, chegando a ser homenageado pelo próprio presidente antes de ser expulso da polícia.

Seu nome também foi ligado ao caso das rachadinhas no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Na polícia, ele trabalhou junto com Fabrício Queiroz, protagonista da investigação sobre o esquema e sua ex-mulher e mãe trabalharam no gabinete contratadas por Queiroz.

Sua morte foi alvo de polêmica entre a polícia baiana acusada de tortura por Flávio Bolsonaro e a própria SSP. Também havia suspeita de que Adriano não tinha morrido de fato na ação em Esplanada, o que motivou a investigação da Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A medida é considerada preventiva e serve para se ter certeza de que não houve uma execução.

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