Pré-candidato a prefeito de Salvador, o deputado federal Jorge Solla (PT) defendeu, ontem, que o seu partido tenha candidatura ao Palácio Thomé de Souza em 2020, quando acontecerá a sucessão de ACM Neto (DEM). Para o parlamentar, o governador Rui Costa (PT) não é culpado pela sigla não ter tido candidato em 2016, quando apoiou a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) na disputa pela capital baiana.

“A influência do governador e de outros dirigentes depende de quem dos quadros que assume a direção do partido. (…) Não dá para colocar a culpa no governador. É muito cômodo. Quem tem a obrigação de falar pelo partido é a direção partidária, que tem fazer diálogo com aqueles quadros que estão na direção do governo. É óbvio que tem que ouvir o governador, o prefeito onde tiver, vereador, deputado. Mas quem tem a responsabilidade de conduzir os rumos do partido é a direção partidária”, afirmou, em entrevista à Rádio Câmara Salvador.

Solla disse é “importante” o PT ter candidatura a prefeito, entre outros motivos, por causa da legislação que acaba com a coligação na eleição proporcional. “A prioridade não é meu nome. A prioridade é o PT ter candidatura. Isso eu vou brigar. Se me perguntar se apoio que o PT apóie outro partido, eu vou dizer que não. Essa eleição é importantíssima que o PT tenha candidatura própria. (…) É a primeira eleição que vamos ter sem coligação para vereador. Nós precisamos fortalecer a nossa bancada de vereadores. E ter candidato próprio é fundamental”, afirmou.

O deputado federal reiterou que é “simpático” a uma eventual da candidatura da vereadora Marta Rodrigues (PT) ao Palácio Thomé de Souza. “Além de ser mulher e negra, tem uma trajetória de militância e compromisso social muito forte. Tem uma história no Partido dos Trabalhadores ímpar e tem feito um grande mandato. É importante, para a cidade, pensar em uma candidatura de uma mulher. O Brasil está muito atrasado na participação da mulher negra. Mas não basta ser uma mulher e negra. Tem que ter uma história”, afirmou.

“Nós estamos colocando a nossa pré-candidatura, mas tem outros companheiros e companheiras também participando do debate. Acho que, antes de definir o nome, a gente precisa avançar no debate de um programa, de uma plataforma política. A gente precisa de políticas públicas importantes para melhorar a vida das pessoas”, emendou.

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