O Sindicato dos Petroleiros da Bahia afirmou, nesta sexta-feira, 22, que a atual gestão de negócios da Petrobras vem “se pautando na mentira”, ao mentir para o deputado Paulo Azi (DEM), que garantiu não haver possibilidade na hibernação dos poços, após conversas com a diretoria da empresa sobre o destino dos poços terrestres de produção de petróleo na Bahia.

De acordo com o deputado, o que existe é um projeto de transferência para a iniciativa privada. “Poços de baixa produtividade, que para operação da Petrobras são absolutamente inviáveis do ponto de vista econômico”, disse. Pautado pelas informações da estatal, segundo o sindicato, o deputado criticou o “estardalhaço” sobre o tema, com a propagação de informações sobre a hibernação de todos os poços terrestres na região de Alagoinhas e riscos de perda de empregos.

“A propagação das informações sobre a hibernação dos campos terrestres de petróleo na Bahia, Sergipe, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte e norte do Espírito Santo, foi feita pela FUP, pelo Sindipetro Bahia e demais Sindipetros, cujos estados seriam afetados pela decisão da Petrobrás. E foi feita porque trata-se de informações verdadeiras e podemos provar. Não trabalhamos com fake news.”

“No dia 8 de abril de 2020, o RH da estatal enviou notificações aos Sindipetros da Bahia, Rio Grande do Norte, NF, Sergipe/Alagoas, Ceará e Espírito Santo, informando sobre a decisão da companhia de hibernar unidades de sondagem, campos terrestres e plataformas localizadas em águas rasas. Com os assuntos ‘Redução de atividades e Plano de Pessoal’ e ‘Hibernação e Plano de Pessoal’, na correspondência, o RH da Petrobrás citou o cenário de incertezas no Brasil para informar algumas medidas que iria tomar como ‘parada de algumas unidades de produção, postergação e redução de gastos com pessoal e dividendos, entre outras’”, declarou o Sindipetro em publicação.

Segundo informações do sindicato, a estatal afirmou que plataformas em águas rasas e campos terrestres estão entre as instalações que estão sendo hibernadas. Tais plataformas e campos operam com custo de produção mais elevado. Conforme o Sindipetro, são cerca de 4 mil trabalhadores terceirizados, somente na Bahia, e mais de 6 mil nos demais estados, que poderiam perder seus empregos em caso da hibernação dos campos terrestres, que já estaria sendo colocada em prática.

“O que aconteceu é que diante da grande repercussão do fato, a direção da Petrobrás retrocedeu, principalmente porque ficou feio para a estatal ser responsável pelo aprofundamento da crise econômica, social e sanitária no país em plena pandemia da covid-19.”

“Se a gestão de uma empresa pública mente para um deputado federal (que representa o povo) e que foi atrás de informações, o que esperar dessa empresa no que diz respeito a passar as informações para a sociedade?”, questionou o sindicato.

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