Como diz um famoso ditado popular, “acabou o milho, acabou a pipoca”. Carnaval chegou ao fim. Para alguns, na terça-feira, 25, para os jogadores do Bahia, no sábado, 22, dia no qual o elenco voltou da folga da folia momesca. Quem curtiu, curtiu, quem não curtiu, já era! Alguns, como o lateral Zeca – flagrado aparentemente bêbado em um camarote de Salvador – se empolgaram e passaram dos limites. Outros, como o atacante Rossi, fizeram questão de mostrar que estavam se divertindo, mas com responsabilidade e, inclusive, postaram fotos e vídeos nas redes sociais.

Sem tempo para curar a ressaca e com todas as atenções voltadas para a decisão na Copa Sul-Americana, o elenco tricolor encerrou ontem a preparação para a partida desta quarta-feira, 26, às 19h15, contra o Nacional, já na cidade de Villa Elisa, a cerca de 16 quilômetros de Assunção, capital do Paraguai.

Vindo de uma série invicta de três jogos, e com um clima mais leve, o Esquadrão pode perder por até dois gols de diferença no acanhado estádio Luis Alfonso Giagni – tem capacidade para aproximadamente 11 mil torcedores – para garantir vaga na segunda fase do torneio. Isso porque o time venceu o duelo de ida, na Arena Fonte Nova, por 3 a 0.

Se conseguir vazar o gol adversário pelo menos uma vez, o Tricolor poderá perder por até três gols de diferença que ainda assim conquistará a vaga na segunda fase, já que a competição tem o critério de gol qualificado fora de casa.

Estreia e tabu

Essa será a primeira vez que o Bahia atuará em uma partida oficial no Paraguai, e os jogadores esperam trazer de lá uma boa lembrança na bagagem. Mas, ressabiado com a eliminação precoce na Copa do Brasil, Clayson pede que o time entre bastante concentrado, jogue para conquistar a vitória e saia com a classificação na Copa Sul-Americana.

“Competição muito difícil. A gente sabe que são jogos duros. Os árbitros não são tão rigorosos, acabam deixando muitos lances seguirem. Graças a Deus conseguimos fazer um bom primeiro jogo, encaminhar o resultado. Mas não tem nada definido. Temos que ir para lá para conquistar o triunfo, garantir a classificação e seguir na competição, que temos tudo para ir até a final e brigar pelo título”, falou.

Clayson ainda comentou o tabu negativo que o Bahia ostenta, de nunca ter vencido partidas fora do Brasil pela Copa Sul-Americana. Nas edições anteriores – esta é a sétima participação do clube – o Tricolor encarou times dos seguintes países: Uruguai, Peru, Colômbia e Bolívia.

“É ficar bem concentrado, explorar os pontos fracos deles. A gente sabe que eles vão se atirar, porque precisam do resultado. Que a gente possa pressionar bem a equipe, talvez um contra-ataque, para que a gente possa fazer o gol e, aí sim, conseguir liquidar essa partida”, analisou.

Caso vença o duelo, o Esquadrão pode ficar entre as seis melhores campanhas e evitar um dos 10 times que virão da Libertadores e entram na segunda fase. “A gente não procura escolher adversário. Mas uma hora ou outra a gente vai ter que pegar essas equipes, porque nosso intuito é chegar muito longe na competição. Se Deus quiser, na final”, disse.

Compartilhar