Uma sexta-feira quente no Camp Nou. Seis diretores do Barcelona renunciaram aos seus cargos criticando a forma como o clube lidou com a questão da redução salarial nas mídias sociais e as implicações financeiras da crise do coronavírus.

Dois dos quatro vice-presidentes do Barcelona, Emili Rousaud e Enrique Tombas, estão entre os que deixaram o clube, acompanhados pelos diretores Silvio Elias, Josep Pont, Jordi Calsamiglia e Maria Texidor.

Em uma carta aos torcedores, os diretores criticaram o presidente Josep Maria Bartomeu e expressaram dúvidas sobre a capacidade do conselho de lidar com as implicações da pandemia, que reduziu a receita e levou a um corte de 70% nos salários dos jogadores.

Eles pediram a Bartomeu que convocasse as eleições presidenciais o mais rápido possível e criticaram o clube por contratar no início deste ano os serviços da I3 Ventures, empresa de mídia para monitorar a cobertura das redes sociais do Barcelona. Presidente desde 2014, Bartomeu é reeleito e não pode se candidatar nas eleições do ano que vem.

Bartomeu negou as acusações de que a empresa criou contas no Twitter (os famosos “robôs” usados por muitos políticos pelo planeta, especialmente em tempos de eleição) para manchar futuros candidatos presidenciais e jogadores e ex-atletas do clube (Guardiola, por exemplo, teria sido um dos alvos). Mas, de todo modo, o dirigente rescindiu o contrato do clube com a empresa, que também negou qualquer irregularidade.

Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona, enfrente crise forte no clube — Foto: Germán Parga/Barcelona

Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona, enfrente crise forte no clube — Foto: Germán Parga/Barcelona

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