O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), acredita que cerca de “quatro ou seis” colaboradores devem deixar sua gestão até junho de 2020 em virtude das eleições municipais. Ele não deu previsão, no entanto, de quando será a reforma administrativa. “Ao todo, teremos de quatro a seis colaboradores que devem ‘estar deixando’ a gestão para disputar as eleições no próximo ano”, estimou.

Por enquanto, Felipe Lucas (MDB), Rogéria Santos (Republicanos) e Claudio Tinoco (DEM) e Alberto Braga (PSC) já estão garantidos na corrida eleitoral para tentar a reeleição à Câmara Municipal de Salvador. A dúvida fica por conta do titular da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, André Fraga (PV), e do secretário municipal de Saúde, Leo Prates (DEM).

Dos quatro confirmados, a situação de Felipe Lucas é a mais complicada: o DEM e o MDB ameaçam romper na eleição municipal. A segunda sigla decidiu integrar um bloco formado pelo SD, PSC e PTB e afirma que irá para onde o bloco for. Já o secretário é aliado do prefeito ACM Neto e pode sair da sigla se esta for para a oposição. Ao longo de 2019, caciques emedebistas reclamaram da falta de atenção dispensada para a legenda por parte dos carlistas.

Já Tinoco será um dos “puxa-votos” do DEM em uma eleição em que não é permitida mais coligações entre partidos nas chapas proporcionais. O edil obteve 12.348 votos em 2016, sendo o terceiro mais votado da sigla (ficou atrás apenas de Duda Sanches e de Prates, respectivamente). André Fraga, por sua vez, pode ser a grande aposta do PV para o próximo pleito. Ele não confirma a candidatura, apesar do esforço do presidente estadual Ivanilson Gomes. Nos bastidores, comenta-se que o movimento para elegê-lo incluiu uma sinalização velada para que os vereadores com mandato, Henrique Carballal, Paulo Magalhães Júnior e Sabá saíssem do partido. Ivanilson teme que a presença do trio na legenda espante novos filiados, que podem atrair um número mínimo de votos para o partido conseguir cadeiras no Legislativo municipal.

A situação de Prates já é amplamente conhecida: quer ser candidato a prefeito de Salvador – com o apoio, inclusive, de ACM Neto. O gestor está conversando com diversos partidos, incluindo os da esquerda, para ganhar corpo e bater de frente com Bruno Reis – provável candidato a ser apoiado por Neto. A candidatura do gestor, inclusive, é de interesse do governador Rui Costa (PT), que pretende pulverizar o grupo carlista para tentar levar a eleição para o segundo turno. O petista, inclusive, levantou a possibilidade de liberar os partidos de sua base para coligarem com ele.

Não se pode esquecer, ainda, que o vice-prefeito Bruno Reis é também o atual secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra). O gestor assumiu a pasta, que tem orçamento robusto, com a meta de ganhar visibilidade para suceder Neto.

OUTROS NOMES

Um sétimo aliado de Neto também é cotado para deixar a gestão e concorrer no próximo pleito: o chefe de gabinete da prefeitura de Salvador, Kaio Moraes. Em junho do ano passado, o próprio prefeito levantou a possibilidade. “Meu avô ACM tinha assessor dele que, de vez enquanto, se empolgava em eventos. E ele dizia ‘aquela alma quer falar'”, cogitou. O gestor soteropolitano lembrou ainda que lançou outros nomes jovens para a política. Oficialmente, Kaio nega que será postulante.

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