O secretário de Comunicação da Bahia, André Curvello, criticou, ontem, as Medidas Provisórias que afetam os jornais e foram editadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Na foto: André Curvello, secretário de Comunicação
Foto: Carol Garcia/GOVBA

“É uma coisa absurda. Por isso que a gente tem que ter um processo de atenção muito significativo para isso. É uma luta constante para o fortalecimento deste setor. A gente não pode permitir que esse setor da imprensa sofra esses ataques. A gente tem que lutar para que tenha atenção especial, para que os jornais impressos continuem vigilantes às instituições democráticas”, declarou.

Uma das MPs a de nº 896/2019 acaba com a exigência de publicação dos atos da administração pública em jornais, já a outra a nº 892/2019 permite que empresas de sociedades anônimas abertas ou fechadas divulguem seus balanços e demais documentos de publicação obrigatória nos sites da Comissão de Valores Mobiliários (CMV), da própria empresa e da bolsa de valores onde são negociadas.

O chefe da Secom também falou sobre as dificuldades do setor impresso em meio ao avanço das mídias digitais. “É uma questão que afeta a indústria impressa como um todo quando partimos um novo patamar tecnológico. A tecnologia dita os rumos de sociedade, quando a chegou tecnologia obviamente causou uma processo de transformação nos jornais impressos. Alguns conseguiram e conseguem se adequar, buscando fortalecimento com a integração a outras plataformas.  Os jornais impressos significam muito para a gente ter fonte, foco de resistência. É preciso ter uma visão atenta para a imprensa”, frisou.

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