Além de ter registrado a temperatura mais quente do ano nesse domingo (17), Salvador e região metropolitana também tem aumentado consideravelmente o número de incêndios. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA), os casos de fogo em vegetação no mês de janeiro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, aumentaram em 43,6%.

São 201 registros no primeiro mês de 2019 (aproximadamente 6,4 incêndios por dia), contra 140 no de 2018 (média diária de 4,5).

Apesar do calor influenciar na propagação do incêndio – podendo aumentar as chances dele se alastrar – apenas 5% têm causas naturais. De acordo com o tenente Álvaro Serrão, do Corpo de Bombeiros da Bahia, 95% começam por conta da ação humana.

“O homem pode causar o fogo por uso indevido e ilegal dele, como fazer queimadas de lixo, mas também fazendo uso legal dele, mas associado à negligência. O fato é que quase todos os casos são iniciados com a ação do homem”, disse.

De acordo com ele, o calor é um dos fatores que podem potencializar a força das chamas. Os ventos fortes e a baixa umidade também impactam no alastramento. “Além disso, nós tivemos muitas chuvas no ano passado, isso aumentou a quantidade de vegetação disponível, que é como se fosse um combustível para a ação do fogo”, explicou o tenente.

Ele destacou ainda que, além de ser crime ambiental, o incêndio pode atingir fauna e flora, além de causar problemas respiratórios em quem mora perto de locais que sofreram queimadas.

“Nós achamos muitos animais mortos e algumas espécies da flora podem ser perdidas nesses casos. É importante que as pessoas tenham consciência e tomem cuidado para não ocasionar um incêndio”, disse.

De jogar uma bituca de um cigarro na vegetação até fazer queimadas em lixo – que é ilegal – são muitos os atos que podem ocasionar um incêndio criminoso.

Nesta segunda-feira (18), por exemplo, um incêndio fez com que um prédio comercial fosse evacuado na Tancredo Neves. Na semana passada, houve também um caso no Tabuão.

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