Para tentar suprir o déficit de vacinas no estado, o governador Rui Costa afirmou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o Ministério da Saúde a repassar mais imunizantes. Segundo o governador, a Bahia recebeu 900 mil doses a menos e se a situação não for corrigida essa semana, o governo vai acionar a justiça.

“Essa semana se o Ministério não comunciar a correção com o absurdo que está fazendo com a Bahia e outros estados do Nordeste, vamos ingressar no STF solicitando que a Justiça faça o Ministério da Saúde corrigir essa perseguição contra os baianos. Nós recebemos 900 mil doses a menos de vacina”, disse o governador, nesta quarta-feira (18), em entrevista à Rádio Metrópole.

Rui explicou ainda que o critério correto para a distribuição das vacinas pelo SUS seria considerar o tamanho da população, e que o próprio ministério reconhece que o estado recebeu doses a menos. o correto, o padrão do SUS, é dividir conforme a população de cada cidade e cada estado. A vacina deve ser distribuída proporcionalmente às populações de estados e municípios. O próprio ministério reconhece que a Bahia recebeu 900 mil doses a menos. Portanto, já enviamos várias correspondências cobrando. E eu pedi à Procuradoria [Geral do Estado] que prepare uma ação no STF no sentido de que uma ação judicial obrigue o Ministério da Saúde a cessar com essa discriminação e enviar as 900 mil doses que estão faltando”, completou.

O governador também criticou o governo federal e suas ações desde o início da pandemia. “O governo federal, além de não ajudar, fez tudo o que pode para atrapalhar. Eles tinham uma tese maluca, falava em imunização de rebanho, que se muita gente se contaminasse, pelo grande número da população contaminada, isso traria imunização pelo país inteiro. Essa tese caiu por terra até porque teve gente que se reinfectou. O governo sustentava teses absurdas”.

“Não é à toa que o Brasil está entre os países com maior número de mortes e isso se deve ao comportamento desumano do governo.
Tudo que eles pregam é ódio, violência, o que vai na contramão do cuidado com as pessoas”, finalizou o governador.

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