O Bahia estreou com o pé direito no Campeonato Brasileiro e venceu o Coritiba por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no estádio de Pituaçu contra o time paranaense, Roger Machado promoveu mudanças no time.

O treinador optou pela entrada de Ernando no lugar de Lucas Fonseca e de Daniel na vaga de Fernandão. Após o jogo, ele explicou que buscou aproveitar o melhor momento de cada atletas e que as trocas não foram motivadas por pressão.

– A ideia, mais do que a mudança da característica dos jogadores, foi tentar buscar oi melhor momento de cada atleta. Especialmente. Porque os 120 dias da pandemia, com retorno em 11 jogos numa sequência enlouquecida. Nós não estamos com todos os atletas ainda no ritmo. Os jogadores ainda recentes, deste período parado, num ano completamente atípico. Então esse momento, a escalação, forma de jogar, baseado, sobretudo, na forma como o Rodrigo jogou muito tempo de sua vida, atuando bem, com possibilidade de botar o Élber para dentro e ter as puxadas de velocidade, como aconteceu, e ter o Danielzinho do lado, como ele estava jogando no estadual. Um equilíbrio e uma forma de jogar em que a gente teria mais a bola, mas a dúvida que se dissipou durante o jogo é se a gente teria capacidade, como teve, de atacar isso. Ficou bem claro durante o jogo inteiro – disse o técnico.

– Como profissional do futebol há quase 30 anos, eu procuro administrar as pressões com a maior naturalidade possível e não permitir que elas influenciem nas minhas decisões. A escalação, a forma, os nomes, a característica, eu os defino junto com a minha comissão técnica. Nenhuma pressão me motiva a mudar equipe – completou.

Roger Machado no jogo desta quarta-feira — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Roger Machado no jogo desta quarta-feira — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

As mudanças surtiram efeito no primeiro tempo, e o Bahia criou boas oportunidades até marcar o gol com Rodriguinho. Na etapa final, contudo, o Coritiba cresceu e teve chances de empatar. Roger acredita que a mudança de ritmo da etapa final está associada ao desempenho do adversário.

– Jogar como mandante, você vai propor e vai jogar de forma reativa, dependendo do momento do jogo. A queda de rendimento… Para mim, não houve uma queda. Houve uma superioridade do adversário, que conseguiu produzir, em alguns momentos, mais do que a gente. O que faz parte do esporte, afinal de contas – analisou.

Com o resultado, o Bahia somou os três primeiros pontos no Campeonato Brasileiro e ocupa, no momento, a 6ª posição. O resultado vem em boa hora para o grupo que, embora tenha conquistado o Campeonato Baiano, sofre pressão por conta do insucesso na Copa do Nordeste.

– Além de todo o elemento de estreia, tudo que envolve emocionalmente uma estreia, emocionalmente, mesmo depois de a gente ter conquistado um título baiano, infelizmente ter perdido a Copa do Nordeste, parece que nós entramos numa crise, num parafuso. Isso tira a energia dos jogadores também. Então por isso era importante vencer – conclui Roger.

Bahia volta a campo no próximo domingo, quando encara o Bragantino, novamente em Pituaçu, às 16h (horário de Brasília).

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Mudanças no segundo tempo
– Depois de um bom primeiro tempo, em que a gente conseguiu ter um volume e abriu o nosso gol, o adversário subiu mais forte a marcação e a gente perdeu um pouco a confiança de sair jogando desde lá de trás. Começamos a lançar a bola, diferente do primeiro tempo. Com esses lançamentos, como não tínhamos um jogador de estatura para disputar pela primeira e poder ficar com a segunda, eu optei pela substituição e mudar o estilo de jogo para que, na alternativa de não conseguir jogando, a gente pudesse ter a bola do pivô, com Saldanha, a bola em profundidade com Saldanha, como foi em alguns momentos.

Queda de rendimento
– A queda de rendimento, no segundo tempo, para mim, ela está associada porque a gente tem que contextualizar com o jogo do adversário, que também queria vencer. E você não vai dominar o adversário o jogo inteiro. Importante é, nos momentos em que tu não estás dominando o jogo, você consiga dominar o adversário e impedir que ele produza oportunidade de gol. Isso a gente fez bem. Depois, novamente, nós voltamos para o jogo, criamos outras oportunidades, que poderíamos ter ampliado o placar.

Gostou das mudanças?
– Penso que sim. Acho que a gente conseguiu segurar a bola mais na frente. Pelo menos disputar a bola primeira com Saldanha. Saldanha conseguiu ainda puxar diagonais às costas dos zagueiros, coisa que a gente estava precisando. Do lado do Alisson também, ele conseguiu arrastar algumas vezes. E conseguiu impedir os avanços do lateral-esquerdo, que estava com ímpeto ofensivo e, a partir do momento em que ele entrou, diminuiu um pouco. Pelo menos foi controlado. Do outro lado, com Marco, a gente ter o jogo de lado do Marco, com um pouco mais de ofensividade, de organização com o Danielzinho. Acho que funcionou bem. Uma vitória que foi suada, sofrida, mas poderia ter sido um pouco mais tranquila, pelas oportunidades que criamos.

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