Os rodoviários da Concessionária Salvador Norte (CSN) realizam mais um protesto na manhã desta segunda-feira, 10. Os ônibus da empresa não saíram das garagens em uma manifestação contra o não cumprimento da assinatura da minuta do acordo e também pelo descumprimento dos direitos trabalhistas dos trabalhadores que seguem na ativa.

O Sindicato dos Rodoviarios da Bahia afirma que não há previsão de término da paralisação. Ainda conforme aponta a entidade, planos de saúde estão suspensos e existe uma incompatibilidade nos valores dos salários e dos tickets, além de descontos indevidos.

Os rodoviários solicitam com urgência a homologação do acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho, e também chama atenção para as irregularidades com o descumprimento de direitos no regime Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

Para evitar transtornos à população, a Secretaria Municipal De Mobilidade (Semob) está com uma operação de contingência para atender os trechos operados pelos ônibus da CSN, que são da Orla e as linhas da Estação Mussurunga. Ao todo, 29 linhas foram redistribuídas para outras empresas e 18 linhas estão sendo feitas pelo Subsistema de Transporte Especial Complementar (Stec).

“Só vamos voltar quando tudo for resolvido. Esse jogo de empurra entre CSN e Prefeitura está prejudicando a vida dos trabalhadores. Paciência tem limite! Não vamos desistir. Nenhum direito a menos”, disse o vereador e dirigente do Sindicato dos Rodoviários, Tiago Ferreira.

Ruptura com a CSN

Após nove meses de intervenção na Concessionária Salvador Norte (CSN), responsável por operar os itinerários da Orla e as linhas da Estação Mussurunga, o prefeito Bruno Reis rescindiu contrato com a empresa, após auditoria apontar irregularidades por parte da concessionária.

Com a decisão, a prefeitura assume a operação até a seleção de outra empresa por licitação. De acordo com o gestor municipal, são R$ 516 milhões em dívidas acumuladas pela CSN, sendo R$ 125 milhões em rescisões e processos trabalhistas, R$ 154 milhões em tributos, R$ 172 milhões em dívidas com o município, R$ 40 milhões com fornecedores e R$ 25 milhões com os bancos, além de frota sucateada e condições precárias de trabalho.

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