A segunda rodada de negociações entre rodoviários e empresários de ônibus da capital, realizada nesta terça-feira, 17, no sindicato patronal, terminou sem acordo diante das reivindicações apresentadas pela categoria.

Na tentativa de negociação da semana passada, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, vereador Hélio Ferreira, afirmou que não era possível aceitar as condições patronais, que, para ele, colocariam a categoria dentro dos padrões da nova reforma trabalhista. “Não dá para começar a discutir uma campanha salarial avaliando proposta dos patrões que retira direitos”, enfatizou.

Seguem previstas, ainda para este mês, duas rodadas de negociação. Para o diretor do sindicato Daniel Mota, a situação dificilmente vai mudar. “Nem na primeira, nem na segunda reunião houve uma perspectiva de solução, os empresários alegam que não podem realizar o ajuste e, pelo andar da carruagem, não vejo melhora. Eles informaram que estão passando dificuldades financeiras”, disse Mota.

Para ele, um dos principais entraves é a falta de perspectiva. “Não existe uma contraproposta da parte deles, que querem retirar os nossos direitos, tirar o domingo de folga e colocar nossa hora extra como folga”, reclamou Daniel Mota.

De acordo com os dirigentes sindicais, além do não pagamento das horas extras, as empresas estão propondo a compensação das horas com folgas – e que sejam tiradas apenas em um domingo no mês.

Os patrões sugerem a antecipação de 40% do salário-base até o dia 20 do mês, e o restante da remuneração deverá ser pago até o quinto dia útil do mês subsequente. Além do congelamento da data-base de 1º de maio, com vigor nos próximos dois anos.

Greve

Apesar de não terem as reivindicações acatadas pelo sindicato patronal, o diretor do sindicato descartou, por ora, a paralisação das atividades dos coletivos na capital: “Não queremos radicalizar o processo”.

Segundo Mota, a categoria continuará realizando reuniões com os patrões para resolver a problemática em relação às reivindicações. “Nós sabemos que a conjuntura toda está em conflito. Existe a crise, o metrô, nós temos consciência disso. Se fosse em outra época já teríamos parado, mas estamos buscando uma solução”, afirmou.

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