A apresentadora Ana Hickmann disse ontem (5), em seu Instagram, que passou por uma cirurgia no mês passado para retirar um cisto no dedo da mão esquerda.

“No mês de setembro fiz uma cirurgia para retirar um cisto do meu dedo indicador. Ele já me incomodava há um tempo, e estava atrapalhando atividades do meu dia a dia. Já estou bem, sem os pontos e fazendo fisioterapia”, escreveu na publicação.

O que é um cisto?
O cisto é considerado um tumor benigno, de partes moles e que, na maioria das vezes, não causa dor. Ainda não se sabe ao certo o por que ele aparece, mas há várias teorias.

“Uma das mais aceitas na atualidade é a descrita em 1893, por Ledderhose. Ele trouxe à tona um conceito chamado denegeração mucoide. Então, no corpo do paciente, as fibras de colágeno sofreriam uma espécie de degeneração. E naquela topografia específica do corpo o organismo do paciente começaria a acumular uma substância intra e extra-celular”, descreve Leonardo Kurebayashi, ortopedista da equipe de cirurgia de mão e microcirurgia reconstrutiva do IOT-HC FMUSP (Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas).

De acordo com esta teoria, o cisto começa a aumentar com o passar do tempo e vai formando uma tumoração, que pode ocorrer em qualquer região do corpo.

Outra hipótese para a sua formação é o aumento de uma pressão dentro da articulação e uma herniação sinovial, ou seja, que sai do seu devido lugar. A sinóvia é uma membrana que fica por dentro de todas as articulações do corpo, e sua função é produzir um líquido (líquido sinovial) para lubrificar as articulações.

Normalmente, a formação de um cisto e o seu crescimento tem relação com uma sobrecarga da articulação. Pessoas que usam muito o punho para se exercitar, por exemplo, têm um risco maior de ter um cisto ali. “O local mais comum de cisto é no dorso do punho, 60 a 70% dos casos acontecem na parte de cima do punho e são mais prevalentes em mulheres”, diz Kurebayashi.

Segundo o especialista, a maioria dos pacientes quer tirar o cisto por uma questão estética, já que eles podem crescer e ficar bem visíveis. Por outro lado, há quem conviva com ele sem nenhum problema.

É preciso investigar
Mesmo que o cisto não cause nenhum tipo de incômodo é preciso investigar. “O paciente não sabe se ele é uma lesão tumoral benigna (um cisto) ou maligna. Existem vários diagnósticos diferenciais e, muitas vezes, um tumorzinho, que não é simplesmente um cisto, passa despercebido. Precisa da avaliação de um especialista”, alerta o ortopedista.

A cirurgia para retirada de um cisto é simples, o paciente pode ir embora no mesmo dia ou no dia seguinte. Mas é preciso fazer uma avaliação pré-operatória para saber se ele realmente tem condições de operar.

“São cirurgias que têm sim, como toda cirurgia, seus riscos inerentes, que vale a pena sempre mencionar para o paciente: você vai ser anestesiado, vai ficar internado no hospital, vai ganhar um corte na pele, tem riscos da ferida operatória não fechar”, explica Kurebayashi, acrescentando que pacientes com diabetes descontrolada ou tabagistas podem ter dificuldades no processo de cicatrização.

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