Um acordo de cooperação entre a prefeitura de Salvador e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) vai possibilitar a distribuição de quatro mil caixas d’água nas comunidades que mais têm sofrido com o desabastecimento por parte da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). O termo foi assinado nesta segunda-feira (6) pelo prefeito ACM Neto e pelo coordenador do Dnocs na Bahia, Lucas Lobão, no Palácio Thomé de Souza.

O material será disponibilizado pelo órgão federal, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional. A distribuição dos reservatórios será feito através de levantamento da Secretaria Municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, em conjunto com a Embasa, para identificação das localidades mais afetadas pela falta de abastecimento. As caixas d’água são de polietileno, possuem tampa e capacidade para 500 litros.

O prefeito salientou que, mesmo o serviço de distribuição de água sendo de atribuição estadual, a Prefeitura e o Dnocs estão dando esse apoio para garantir que os cidadãos possam ter acesso ao recurso diante da pandemia da Covid-19.

“Neste momento de combate ao coronavírus, não dá para pedir às pessoas que lavem as mãos, que se mantenham asseadas faltando água. Então, foi feito esse acordo de cooperação com o Dnocs e, a partir de agora, serão levadas essas caixas d’água aos bairros mais pobres, que estão sofrendo com esse problema de desabastecimento. Assim, espera-se, provisoriamente, dar uma solução pra a família para que ela tenha condições de ter água na sua residência”, afirmou ACM Neto.

O coordenador do Dnocs na Bahia explicou a motivação para a distribuição dos reservatórios. “O órgão vinha sendo demandado por associações de moradores por conta da falta de abastecimento de água. Nós, sensíveis à questão do coronavírus, entendemos que o know-how da Prefeitura com relação à área social, através da descentralização por meio das Prefeituras-Bairro, poderia nos ajudar para, de maneira organizada, ajudar na entrega dessas caixas d’água e, assim, na higienização dessa população mais carente”, disse Lucas Lobão.

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