O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ainda não anunciou seu candidato à sucessão, mas a composição da vice já é assunto de conversas nos bastidores do Palácio Thomé de Souza. É cada vez maior o número de partidos indo até o democrata pleitear o espaço, mas ele tem demonstrado que adotará critérios para além do peso partidário para decidir quem vai compor a chapa.

É provável que o nome escolhido seja alguém identificado com os novos tempos que vive a política brasileira. Em Salvador, por exemplo, tem ganhado corpo a discussão sobre a necessidade de mais candidatos negros nas próximas eleições, em um momento em que a representatividade feminina também nunca foi tão debatida. Nesse sentido, o PCdoB, da base do governador Rui Costa (PT), lançou a pré-candidatura da deputada estadual Olívia Santana, e o grupo de Neto tem considerado trazer uma mulher negra, de preferência com lastro social, para a chapa.

A questão, no entanto, ainda não está decidida, o que depende não só de quem será o postulante à sucessão, mas também dos acordos a serem feitos com os demais partidos aliados e da estratégia adotada pelos adversários. Um exemplo forte é o PDT, que hoje está na base de Rui, tem dois pré-candidatos à prefeitura, mas, a depender de como o cenário se desenrole, pode desistir e indicar a vice para a chapa do candidato de Neto. Conforme já noticiamos, um dos cotados é o atual secretário municipal de Saúde, Leo Prates (DEM). Atualmente no DEM, o gestor mantém conversas avançadas com os pedetistas, sem interferência de Neto. Claro que ainda há um caminho longo até o próximo pleito e tudo pode mudar até lá, mas atualmente esse é o principal cenário trabalhado. O arranjo deve contar com a bênção, inclusive, do ex-ministro Ciro Gomes – que na eleição de 2018 quase selou uma coligação do PDT com o DEM na esfera nacional. A indicação para uma secretaria na eventual gestão de Bruno também está na mesa.

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