O radialista de 53 anos suspeito de cometer abusos sexuais contra a filha e a enteada, há mais de 20 anos, quando as vítimas ainda eram crianças, morreu na manhã desta terça-feira (1º), no Hospital Cleriston Andrade, em Feira de Santana, cidade a 100 quilômetros de Salvador, onde estava internado com Covid-19.

Em nota, o HGCA informou que Rogério Magalhães de Santana deu entrada na unidade no dia 15 de maio, às 22h.

“O paciente já chegou com os sintomas agravados, sendo imediatamente internado na UTI COVID da unidade. O óbito foi registrado hoje, 1º de junho, as 9h47min. A direção do HGCA lamenta profundamente a morte do radialista”, disse a unidade.

Na segunda-feira (31), o diretor do HGCA, José Carlos Pitangueira, havia informado que o radialista estavam em estado grave. Disse ainda que o paciente foi monitorado e que um exame para a detecção da morte cerebral só não foi realizado, porque ele não estava com temperatura corporal abaixo dos 35°C.

Violência doméstica

Além do caso dos abusos contra as filhas, Eleonora já havia entrado com outros dois processos contra o ex-marido, ambos por agressão. Ela e o radialista foram casados durante 30 anos e tiveram um relacionamento abusivo, marcado por uma série de traições, agressões verbais e físicas.

Eleonora contou que, em uma das vezes, precisou fugir de casa com uma das filhas, após ele ameaçá-la de morte com uso de um facão. Em 2016, quando já estava separada, a mulher entrou com pedido de medida protetiva, que foi concedida. A Justiça determinou que ele respeitasse a distância mínima de 300 metros dela.

O segundo processo movido por Eleonora contra o radialista foi em 2017. Por correr na Vara de Família, o caso está sob sigilo.

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