O Democratas (DEM) tem a expectativa de eleger 11 vereadores em Salvador nas eleições de 2020, com a pretensão de obter 260 mil votos, o que garantiria ao menos 10 cadeiras na Câmara Municipal. Para o vereador e presidente da sigla na capital baiana, Duda Sanches, a eleição deste ano sofreu mudança mais significativa na formação dos candidatos de cada partido.

“Até a eleição passada, os partidos poderiam se coligar e somar os candidatos de um com o outro. Nesta eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Congresso Nacional modificaram e a gente não vai poder mais promover as coligações. Houve uma grande corrida em busca dos partidos”, disse em entrevista na rádio A TARDE FM, na manhã desta quinta-feira, 16.

De acordo com ele, o DEM já compôs toda a sua chapa com 65 candidatos, que é a cota máxima de pessoas que podem disputar por partido. “Naturalmente, por ser o partido em que o prefeito ACM Neto é o presidente nacional da legenda, que tem feito uma gestão elogiada, isso fez com que atraísse muitas pessoas, sendo o Democratas o partido que tem mais novos filiados em 2020”, enfatizou.

Eleições x Redes sociais

Durante a entrevista, o vereador Duda Sanches falou sobre a importância, cada vez maior, das redes sociais nas eleições, assim como no pleito de 2018. “Quem tem um grande apelo na mídia digital, nas redes sociais vai levar vantagem em razão do outro. Nós temos muitos candidatos que não têm mandatos, mas têm muito apelo nas redes sociais. Isso é muito importante neste momento”, afirmou. Ele disse, ainda, que quem não pode trabalhar da forma tradicional, vai enfrentar dificuldade. “É um cenário muito incerto, em que a criatividade e a competência vão valer muito mais do que nas outras eleições”, assegurou.

Sobre as críticas feitas pelo colega de partido, o vereador Alexandre Aleluia, aos gestores, incluindo o prefeito ACM Neto, principalmente em medidas adotadas no combate ao novo coronavírus, Sanches revelou não haver constrangimento interno, uma vez que o correligionário já demonstrou publicamente interesse em se filiar ao Aliança pelo Brasil, partido que não conseguiu número suficiente de assinaturas para sua criação.

“Alexandre Aleluia vem de uma tradição muito grande e criou uma ligação com Bolsonaro. Não temos motivo para ter constrangimento. Está claro que, com o surgimento do Aliança, ele migrará. É uma questão ideológica”, concluiu.

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