Principal cabo eleitoral da campanha de Bruno Reis (DEM), o prefeito ACM Neto (DEM) disse que “qualquer pessoa que ajude a trabalhar por Salvador” pode integrar a chapa do democrata. Neto diz que não há prazo para definir o postulante a vice na composição. “Eu ficaria feliz com a chapa Bruno e qualquer pessoa que nos ajudar a trabalhar por Salvador. Pode ser Leo (Prates – secretário municipal de Saúde)? Pode. Pode ser Geraldo Júnior (presidente da Câmara de Salvador)? Pode. Pode ser um terceiro nome ainda não lembrado? Pode. Pode ser qualquer nome. Está em aberto. Não há nenhuma uma coisa definida. E não adianta especular. Isso não vai acontecer agora”, declarou.

Nos bastidores, o comentário é de que Prates é um nome forte para integrar a composição, apesar de dizer que mantém a sua pré-candidatura a prefeito de Salvador. A avaliação é de que, se o vice-prefeito aparecer bem nas pesquisas, Prates é favorito para ficar na chapa, já que o secretário faz parte do grupo mais próximo a ACM Neto. No evento de lançamento da pré-candidatura de Bruno Reis, Neto fez questão de salientar que ele, o vice-prefeito e o titular da Saúde começaram juntos na política.

Na Lavagem do Bonfim na última quinta-feira, Prates não participou do cortejo depois de pedir à Justiça Eleitoral para deixar o DEM, com o argumento de que é “perseguido”, a fim de se filiar ao PDT. O entendimento é de que em um partido mais a esquerda o secretário teria mais chance de integrar a chapa. “Toda nossa estratégia política e eleitoral está baseada no processo que está na Justiça. Então, nós estamos aguardando humildemente a decisão e eu acho que seja precipitado a gente caminhar com quem quer que seja nesse momento em que ainda não decidiram nosso futuro”, justificou Prates.

Neto concordou com a decisão do aliado. “Eu acho que ele está procurando se preservar. Não está errado não”, frisou. Outro nome citado pelo prefeito como possível candidato a vice, Geraldo Júnior disse que pôs um prazo para definir se pretende integrar a chapa de Bruno Reis à prefeitura de Salvador, como candidato a vice-prefeito.

“Esse futuro a Deus pertence. Nós estamos com a oportunidade de estabelecer uma política do diálogo. Uma política do entendimento. Eu, em março, irei tomar a minha decisão se sou candidato de novo à renovação do meu mandato. O quarto mandato de vereador de cidade do Salvador. Ou se vou compor a chapa como o vice-prefeito de Bruno Reis. Uma coisa é certa: eu ainda vou governar a minha cidade. A cidade do Salvador. Uma cidade que tanto amo, tanto quero e com certeza para transformar vida e cuidar das pessoas. Cuidar de gente é vocação”, afirmou, em entrevista à imprensa. “O meu tempo não está restrito à minha vontade. Confesso que é uma decisão mais difícil de toda minha trajetória política, porque a decisão de compor uma chapa majoritária requer algumas articulações, ouvir as pessoas e irei tomar no tempo certo”, acrescentou.

Perguntado se a desarticulação da base do governador Rui Costa (PT) torna a eleição mais tranquila para o seu grupo, Neto pregou cautela. “Não posso dizer isso. Eu dou o meu exemplo. Em 2016, foi uma eleição eu tive 74% dos votos. Não relaxei um segundo sequer. Eu trabalhei como se estivesse atrás. Então, não tem eleição ganha. Não vou admitir no meu grupo clima de já ganhou. Quem conhece Bruno sabe que ele vai trabalhar feito um doido até a última hora”, ressaltou.

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