Principal partido de oposição em Salvador, o PT inicia o ano sem definir se terá candidato e qual o nome que pode disputar a prefeitura da capital baiana na eleição. Há quatro anos, a sigla decidiu não lançar postulante e apoiar a deputada federal Alice Portugal (PCdoB). Desta vez, parte da militância pressiona para a legenda ter um candidato na cidade. A agremiação partidária tem hoje quatro nomes que sonham brigar pelo Palácio Thomé de Souza. São eles: Robinson Almeida (deputado estadual), Vilma Reis (socióloga), Moisés Rocha (vereador) e Juca Ferreira (ex-secretário). Além deles, corre por fora o deputado federal licenciado e secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Nelson Pelegrino.

A cúpula do PT entende que Pelegrino é quem tem mais potencial eleitoral para disputar o cargo. A avaliação é que “ninguém no PT se preparou” o suficiente para postular o Palácio Thomé de Souza ao não conseguir “se fazer conhecido, rodar a cidade, ter projeção eleitoral”. Lembra a cúpula que o melhor desempenho da sigla na capital baiana foi em 2012 quando o hoje titular da Sedur chegou ao segundo turno contra ACM Neto (DEM), que acabou vitorioso. A ida de Pelegrino para secretaria foi vista como um abandono do projeto dele de ser postulante à prefeitura, já que teria que deixar a pasta com menos de quatro meses. O deputado sempre refutou a tese e tem dito que no momento ocupa “o banco de reserva”. No entanto, tem afirmado que, se for convocado pelo governador Rui Costa (PT), ele será candidato a prefeito da capital.

Presidente do PT em Salvador, Ademário Costa disse que os pré-candidatos se comprometeram a escolher o nome do partido para a disputa da prefeitura de Salvador antes da caminhada da Lavagem do Bonfim, que acontecerá no dia 16 de janeiro. “Todos os pré-candidatos chegaram à compreensão de que não basta o PT aprovar que terá candidatura própria. Uma demora excessiva em definir a candidatura poderá matá-la antes do nascimento ou fazê-la morrer por inanição”, afirmou. Segundo ele, se não houver acordo, a resolução da sigla prevê a realização de prévias, cujo calendário só será definido pelo diretório nacional do dia 17 de janeiro, quando tomará posse a próxima direção nacional do PT.

Os deputados federais Jorge Solla e Valmir Assunção também sonhavam em ser candidato do PT à prefeitura de Salvador, mas desistiram. “Para afunilar, na construção de um processo de unidade que resulte em consenso ou na consulta à militância, não podemos ter sete pré-candidaturas. Retiramos entendendo que já cumprimos o papel de pautar e fortalecer a candidatura própria do PT, e que os companheiros que estão na disputa representam bem o nosso projeto de cidade”, justificou Solla. Neste cenário, é que uma corrente da sigla lançou Fabya Reis como candidata.

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