Por Juliana Rodrigues

Integrante da base do governador Rui Costa (PT), o vereador de Salvador, José Trindade (PSB), avaliou que há uma “demora” na escolha de um candidato da oposição para as eleições municipais na capital. Em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã de hoje (10), Trindade afirmou que o campo político do governador ficou à espera de um nome como o do presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. No entanto, não houve consenso em torno de uma candidatura.

“A responsabilidade é do governador, e ele é ciente disso, e sabe que não pode fugir disso, inclusive porque a Bahia já vem sendo governada pelo PT há pouco mais de 13 anos, então realmente é o momento do governo capitalizar suas intervenções em Salvador para o campo político. O governador tem sinalizado para a escolha de um candidato, mas com certeza a base terá dois, três, quatro candidatos, e ele tem que dar condições de trabalho a esses candidatos, abraçá-los, levá-los para as grandes obras que ele tem feito em Salvador. Se esperou muito por um candidato que vinha sendo colocado aí, o Guilherme Bellintani, um nome novo, pessoa diferenciada. Entendo que se esperou muito”, declarou.

Para Trindade, Rui poderia ter aproveitado para trabalhar um novo nome no período após a eleição municipal de 2016, vencida por ACM Neto (DEM) com folga. “Quando teve a eleição de 2016, naquele momento, acredito que o governo devia trazer mais pra si essa responsabilidade e sair para definir três, quatro opções e já vir trabalhando. Na eleição passada, pouca gente da oposição tinha força pra fazer frente ao prefeito, mas passado isso, poderiam ter sido formadas opções para que no momento oportuno houvesse um nome. Do outro lado, o prefeito, no momento em que escolheu seu vice [Bruno Reis, pré-candidato à prefeitura em 2020], já estava dando uma sinalização de que já tinha o candidato dele, e esse vice-prefeito já vinha correndo os bairros, vendo as demandas de cada local. (…) Faltou essa concentração de esforços”, opinou.

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