A produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, cresceu 10,3% no mês de janeiro de 2020, em comparação com dezembro do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 12, pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Este resultado expressivo coloca a Bahia na liderança nacional, muito superior ao índice nacional, que ficou em apenas 0,9%. Vale destacar que o Produto interno Bruto da Bahia em 2019 também ficou acima do nacional e que nosso estado também liderou a geração de empregos no Nordeste no ano passado, com 30.858 novos postos de trabalho de saldo”, disse o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, por meio de nota da Secretaria de Comunicação Social do estado.

Na comparação, a indústria baiana apresentou crescimento de 8,3%, com cinco das 12 atividades pesquisadas assinalando avanço da produção. O segmento derivados de petróleo (40,7%) registrou a maior contribuição positiva devido ao aumento na produção óleo combustível, óleo diesel e nafta para petroquímica. Outros que registraram acréscimo foram: celulose, papel e produtos de papel (31,6%), veículos (8,6%), bebidas (5,2%) e extrativa (8,3%).

Por outro lado, o setor metalurgia (-52,4%) exerceu a principal influência negativa no período, explicada especialmente pela menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de minerais não metálicos (-21,8%), produtos químicos (-2,4%), couro, artigos para viagem e calçados (-3,6%), produtos de borracha e de material plástico (-1,4%), produtos alimentícios (-0,6%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-15,7%).

No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana foi de -1,7%, Seis dos 12 segmentos da indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para produtos químicos, que teve queda de 16,3%. Também apresentaram resultados negativos: veículos (-3,7%), celulose, papel e produtos de papel (-4,0%), produtos alimentícios (-2,1%), couro, artigos de viagem e calçados (-2,7%) e extrativa (-1,7%). Destacaram-se positivamente derivados de petróleo (6,2%), bebidas (14,1%), metalurgia (3,0%), minerais não metálicos (4,7%) e produtos de borracha e material plástico (1,2%).

Compartilhar